Visigótico
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Requiário I (? - 456)

Requiário (Rechiar), filho de Réquila e neto de Hermerico, foi rei dos suevos na Galécia.

Subiu ao trono no ano de 448 aproximadamente, sucedendo a seu pai. Como professava o Catolicismo, impôs essa religião ao seu povo, que já se tinha em grande parte convertido, principalmente nas zonas urbanas.

Para fortalecer sua posição, fez aliança inicial com os Visigodos, o que abriu as portas de seu reino à influência visigótica, aumentada quando Requiário se casou com a filha do rei visigodo Teodoredo, em 449.

Foi o primeiro rei europeu cristão a cunhar moeda em seu próprio nome. Devastou a Vascónia, passando depois a lançar incursões esporádicas contra os Romanos.

Requiário chegou a controlar a região do vale do Ebro e, brevemente (449-452), partes da Tarraconense. As hostilidades entre suevos e romanos chegaram ao fim com o tratado entre Requiário e os condes Fortunato e Manrico, pelo qual os suevos se retirariam da Tarraconense.

Em 456, Requiário quebrou o tratado indo em auxílio dos vascões, tornando a entrar nessa província. Os visigodos, porém, apesar de terem sido seus aliados, não viam com bons olhos o fortalecimento do reino suevo e, sob o comando de Teodorico I, derrotaram os suevos nas margens do rio Órbigo, tendo Requiário sido capturado e posteriormente executado.

Os visigodos invadiram em seguida o reino suevo, cometendo tais atrocidades que tanto a população hispano-romana quanto a população germânica se revoltaram, dando início a uma cruenta guerra civil entre dois partidos representativos das duas principais tribos suevas da região: os quados e marcomanos, cada qual apoiando um pretendente ao trono suevo.

Fontes

A fonte principal para o nosso conhecimento de Requiário é a crónica de Hydatius de Aquae Flaviae († depois de 468) , bispo de Chaves.

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