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Cronologia300325 o I. Concílio de Niceia, o primeiro concílio ecuménico do Cristianismo, reunido em Niceia por ordem de Constantino, forçou a união entre as seitas cristãs (por exemplo, Arianistas, etc.). 379-468 Período da Crónica de Idácio, galaico-romano, bispo de Chaves. 395-408 Arcádio, Imperador do Oriente. 395-423 Honório, Imperador do Ocidente.
400399-402 Papado de Santo Anastácio I, romano. 402-417 Papado de Santo Inocêncio I, albanês. 408-450 Teodósio II, Imperador do Oriente. 409 Entrada de Suevos, Vândalos (asdingos e silingos) e Alanos na Península. 411 Tratado entre os Bárbaros e o Império Romano: aqueles foram acantonados como federados Suevos e Vândalos asdingos na Galícia; Vândalos silingos na Bética; Alanos (mais numerosos) na Lusitânia e Cartaginense. 412-415 Ataúlfo, rei visigodo. 415 Entrada de Visigodos na Península comandados por Wallia, a pedido dos Romanos para combater Vândalos silingos e Alanos que pilhavam as regiões mais romanizadas ao sul. Baquiário, presbítero de Braga que tinha praticado o Priscilianismo, escreve a obra De fide, para se retratar da heresia. Morte de Ataulfo, rei visigodo. 415-417 Wallia, rei visigodo. 417-418 Papado de São Zósimo, grego. 417-451 Teodorico, rei visigodo. 418-419 Antipapa Eulálio. 418-422 Papado de São Bonifácio I, romano. 419 Vândalos asdingos, que tinha recebido terras na Galécia, atacam os Suevos (que viviam nos montes Nerbasios, na região de Orense). Esta agressão serve de pretexto ao comes Hispaniarum Astério e ao vicarus Maurocelo para atacarem os Asdingos. 422 É enviado, sem sucesso, um exército romano para atacar os asdingos. Morte do rei dos vândalos asdingos, Gunderico. 422-432 Papado de São Celestino I, da Campânia. 425 Os vândalos tomam Sevilha e Cartagena. 425-455 Valentiniano III, Imperador do Ocidente. 428 Genserico, novo rei dos vândalos asdingos, ataca povoações nas ilhas Baleares. 428-477 Genserico, rei dos vândalos asdingos e alanos. 429 Os vândalos, senhores do sul da Península, passam à África do Norte. Os visigodos desembarcam nas ilhas Baleares e em Tânger. 430-456 Consolidação do reino suevo na Península. 431 Idácio, bispo de Chaves, vai à Gália, sem sucesso, pedir ao magister militium Aécio que organize um ataque contra os suevos. 432-440 Papado de São Sisto III, romano. 438 O príncipe suevo Réquila, associado ao trono pelo rei Hermerico, invade a Bética e devasta várias cidades da Lusitânia, entre elas Mérida e Mértola. O exército organizado pelo patriciado local, comandado por Andevoto, é derrotado nas margens do rio Genil 440-461 Papado de São Leão I (Magno), toscano. 441 Réquila, rei dos suevos. 441-446 Réquila, de Sevilha (e com a conivência de alguns membros da aristocracia local) domina toda a Lusitânia e parte da Bética. 441-454 "Bagauda" : perturbações na Península entre o Ebro e nas fronteiras dos povos bascos; revoltas locais contra as autoridades e os grandes proprietários pelos povos do norte (autóctones), os menos atingidos pela romanização. 445-450 Últimos episódios do combate ao priscilianismo (heresia) por Toríbio de Astorga. 446 Os romanos, dirigidos por Vito, magister utriusque militiae (comandante de tropas compostas por soldados romanos e visigodos), tentam libertar-se dos suevos, mas são derrotados. 448 Morte de Réquila, rei suevo. (aprox.) O novo rei suevo, Requiário, converte-se ao catolicismo (um desafio aos arianos visigodos) e continua a assolar a Lusitânia, a Bética e mesmo a Cartaginense. É o primeiro rei bárbaro a cunhar moeda em seu nome. 449 Requiário associa-se aos bandos da "bagauda", dirigidos por um chefe chamado Basílio, para assolarem Tarazona e depois Saragoça e Lérida. 450-457 Marciano, Imperador do Oriente. 451 Morte de Teodorico, rei visigodo. 451-456 Teodorico II, rei dos visigodos. Política de extermínio visigoda contra os suevos. 453 Acordo de paz entre os hispano-romanos e suevos estabelecido pelo comes Hispaniarum Mansueto e pelo conde Frontão. 454 Os hispano-romanos pedem auxílio a Teodorico, rei dos visigodos, para combaterem a "bagauda". 455-457 Avito, Imperador do Ocidente. 456 Requiário I, rei suevo, infringindo os seus acordos, ataca a Cartaginense e, apesar do conde Frontão invocar o acordo anterior, invade também a Tarraconense, praticando o saque e fazendo numerosos cativos. Teodorico II, rei visigodo, atravessa os Pireneus e dirige-se a Galécia, derrotando os suevos junto ao rio Orbigo, perto de Astorga; marcha até Braga, que é saqueada, sem poupar cidadãos romanos, clérigos e igrejas. Depois segue até o Porto, vencendo Requiário novamente. Por fim, entrega o reino suevo a Agiulfo, seu "cliente" da tribo dos Varnas. Morte de Teodorico II, rei dos visigodos. 457-474 Leão I, Imperador do Oriente. 457-461 Maioriano, Imperador do Ocidente. 459 Nepociano, magister militium na Hispânia do imperador do Ocidente, Maioriano, associa-se ao conde visigodo Sunierico para atacar os suevos de Lugo. 460 Maldras, chefe suevo que tinha se
insubordinado contra Agiulfo (morto no castrum do Porto) luta pelo poder contra
Frantano duas facções suevas rivais. É assassinado
neste ano e sucedido por Frumário. Outro exército visigodo, desta
vez sem o apoio romano, apodera-se de Santarém. 461-468 Papado de Santo Hilário, sardo. Severo, Imperador do Ocidente. 463 Os galaico-romanos conseguem suscitar uma nova intervenção visigoda na Galécia, enviando a Toulouse um membro local da antiga aristocracia senatorial, Palagório, para pedirem a Reodorico, rei visigodo, que impusesse a paz na região. 464 Frumário e Requimundo, chefes
das facções suevas que lutam pelo poder, morrem. Surge um novo
chefe, Remismundo, apoiado pelo rei visigodo Teodorico. 465 Remismundo, rei suevo, retorna ao arianismo graças à pregação do bispo Ajax (ariano) na Galécia. Casa-se com uma princesa visigoda e recebe a investidura das armas de Teodorico: aliança suevo-visigótica. Os suevos convertem-se ao arianismo. 466 Embaixada de Opílio para pedir auxílio do rei visigodo Eurico contra os suevos, que tinham atacado os galaico-romanos de Aunona (talvez na zona de Tui). 466-484 Reinado visigodo de Eurico (sucessor de Teodorico): consolida seu domínio na Gália e conquista a Península, expulsando os romanos para o norte do rio Loire. 467 Os suevos saqueiam Conímbriga, que desde então perde toda sua importância (sua população já começara a transferir-se para Erminium atual Coimbra). 467-472 Antemo, Imperador do Ocidente. 468 Lusídio, governador romano de Lisboa, entrega a cidade aos suevos; logo a seguir os suevos possuem uma guarnição em Mérida (os visigodos os expulsam de Mérida pouco depois). 468-483 Papado de São Simplício, tiburtino. 469 Os suevos são obrigados a evacuar Olisipone: Eurico os expulsa da Lusitânia, repelindo-os até a Galícia. Fim da crônica de Idácio, maiores dificuldades de informações do que se passa no ocidente da Península. 469-550 Período obscuro sobre o reino suevo. 471 O imperador do Ocidente, Antímio, tenta, em vão, conter os avanços de Eurico, rei visigodo, na Provença. 472 Eurico, rei visigodo, ocupa a Tarraconense, por intermédio de tropas comandadas pelo seu general Heldefredo, que se unem aos restos do exército imperial (comandados pelo dux provinciae Vicêncio). A autoridade de Eurico na Provença e no Auvergne é sancionada pelo novo imperador do ocidente, Júlio Nepote. 472-475 Júlio Nepote, Imperador do Ocidente. 474-475 Divergências entre Eurico, rei visigodo, e os bispos católicos da Gália. 474-491 Zenão, Imperador do Oriente. 475 Eurico, rei visigodo, rompe o tratado com o Império (de 418). 476 Rômulo Augústulo, Imperador do Ocidente. 483 Em Mérida, o dux Salla, governador militar às ordens de Eurico, rei visigodo, deixa uma inscrição romana da cidade e manda restaurar as muralhas, decerto para assegurar a defesa contra os suevos. 483-492 Papado de São Félix II (III), romano. 484 Morte de Eurico, rei visigodo. 484-507 Alarico, rei visigodo. 491-518 Anastácio I, Imperador do Oriente. 492-496 Papado de São Gelásio I, africano. 494 A partir desta data, transferência maciça de contingentes godos para a Península. Seu estabelecimento na região de Saragoça provoca uma revolta regional. 496 Batismo de Clóvis. 496-498 Papado de Anastácio II, romano. 497 A revolta de Saragoça contra a presença visigoda após três anos, é afogada em sangue. 498 Antipapa Lourenço.
500498-514 Papado de São Símaco, sardo. 501-505 Antipapa Lourenço. 506 Nova revolta na região de Saragoça (também esmagada) contra a presença visigoda conduzida por um líder de nome Pedro. Alarico II, rei visigodo, se reconcilia com os bispos católicos reunidos no Concílio de Agde e promulga a Lex Romana Visigothorum, base do célebre código jurídico que perdurou na Hispânia até o século XIII: assimilação efetiva da cultura romana por parte de Alarico II. 507 Batalha de Voillé: vitória de Clóvis e seus francos e desaparecimento do reino visigodo de Tolosa (morte de Alarico); o fabuloso tesouro visigodo é capturado. 508-531 Amalarico, rei visigodo. 514-523 Papado de São Hormisdas, de Frosinone. 518-527 Justino I, Imperador do Oriente. 521 Concessão do vicariato romano da Bética e da Lusitânia pelo papa Hormisdas ao metropolita Salústio de Sevilha. 523-526 Papado de São João I, toscano. 526 Morte de Teodorico, rei ostrogodo; reinado independente de seu neto Amalarico (até 531). 526-530 Papado de São Félix IV (III), de Sanio. 527-565 Justiniano, Imperador do Oriente. 530 Antipapa Dióscoro, alexandrino. 530-532 Papado de Bonifácio II, romano. 531 Último ano de um Prefectus Hispaniarum; após essa data, não houve sucessor: indício de uma crescente quebra de influência de Roma sobre a Península. O bispo Montano de Toledo acusa a igreja de Palência de, contaminada pela heresia prisciliana, apoiar o combate que contra ela travava o bispo Toríbio (da mesma diocese): os bispos católicos são apoiados pelos visigodos, apesar destes professarem a heresia ariana. Morte de Amalarico. 531-554 General Teudis, sucessor de Amalarico, rei ostrogodo. 533-535 Papado de João II, romano. 534 Destruição do reino dos vândalos pelo imperador Justiniano, imperador do Oriente. 535-536 Papado de Santo Agapito I, romano. 536-537 Papado de São Silvério, da Campânia. 537-555 Papado de Vigílio, romano. 538 Carta do papa Vigílio ao bispo Profuturo, de Braga, acerca de algumas práticas litúrgicas. 542 Childeberto e Clotário apoderam-se de Pamplona e cercam Saragoça. 543 Peste de âmbito transcontinental. 548 Assassinato do General Teudis, sucessor de Amalarico, rei ostrogodo. 549 Assassinato do dux Teudisclo, sucessor do General Teudis, rei ostrogodo. Eleição do rei Ágila, visigodo (que fixa-se em Mérida; seu adversário, Atanagildo, proclama-se rei em Sevilha). 550 Chega à Galícia São Martinho, missionário romano da Panônia. Carrarico, rei dos suevos, converte-se ao catolicismo, segundo Gregório de Tours, tendo como protagonista São Martinho de Dume (originário da PanôniaHungria) graças a uma cura milagrosa de seu filho Teodomiro, tocado pelas relíquias de São Martinho de Tours. Fixação de Ágila, rei visigodo, em Mérida. 554 Os bizantinos ocupam o sul da Península. Morte de Teudis, general e rei ostrogodo. 554-567 Atanagildo, rei visigodo. 555 Assassinato de Ágila, rei visigodo; triunfo de seu adversário, Atanagildo. 555-561 Papado de Pelágio I, romano. 558 (?) Morte de Carrarico, rei dos suevos. 558 - 561 (?) Ariamiro, rei dos suevos. 560-636 Isidoro de Sevilha. 561 Concílio de Braga, suscitado por São Martinho de Dume. 561-570 Teodomiro, rei dos suevos. 561-574 Papado de João III, romano. 564-567 Atanagildo, rei dos visigodos. 565 Atanagildo, rei visigodo, abandona o sul e fixa-se em Toledo: retirada de Mérida do primeiro plano da cena política. 565-578 Justino II, Imperador do Oriente. 567 Morte de Atanagildo, rei dos visigodos. Após cinco meses, os visigodos elegem como rei a Liúva, duque de Septimânia, que resolve permanecer na Gália e associar ao trono seu irmão Leovigildo. 567-571 Teodomiro, rei dos ostrogodos. 569 (?) São Martinho de Dume sucede o bispo Lucrécio de Braga. 570 Leovigildo inicia uma série de campanhas que restituem aos visigodos a inteira supremacia sobre a Hispânia: conquista aos bizantinos (ainda nesse ano) Málaga, Medina Sidônia e Gibraltar. 570-583 Miro, rei dos suevos. 571 Morte de Teodomiro, rei dos ostrogodos. 571-572 Leuva, rei dos visigodos. 572 II Concílio de Braga, suscitado por Martinho de Dume. Leovigildo submete Córdova, que ainda se mantinha independente. Ataque perpetrado pelo rei dos suevos, Miro, contra o povo dos ruccones, que se situava provavelmente na mesma zona dos montes Aregenses (ver ano 575). 572-586 Leovigildo, rei dos visigodos. 573 Leovigildo, rei dos visigodos, reduz à obediência o povo dos sappos, que viviam a ocidente de Zamora (próximo a Bragança), na fronteira com os suevos. Leovigildo torna-se rei dos visigodos de pleno direito, sucedendo seu irmão Liúva. Associa-se a seus dois filhos, Hermenegildo e Recaredo, e inicia uma política claramente inspirada nas instituições bizantinas e no direito romano (títulos, moedas e promulgação de uma versão atualizada do código visigótico). 574 Leovigildo, rei dos visigodos, dirige uma expedição na Cantábria. 574-579 Papado de Bento I, romano. 575 Leovigildo, rei dos visigodos, dirige uma expedição aos montes Aregenses (provavelmente entre as cidades de Leão e Orense), onde dominava o rico proprietário Aspídio revide ao ataque de 572. 576 Leovigildo ataca diretamente o rei dos suevos, Miro e este tem de pedir a paz, (morre na batalha). Sucede-lhe seu filho Eborico. Os aregenses, que habitavam na região de Orense e no norte de Portugal, sob a autoridade de um chefe chamado Aspígio, são dominados por Leovigildo, rei dos visigodos. 578-582 Tibério I, Imperador do Oriente. 578-584 Calamidades na Península (principalmente no sul da Lusitânia): numerosas e repetidas pragas de gafanhotos, com as conseqüentes más colheitas e fomes, seguidas de um surto de peste. 579 Morte de Martinho de Dume, bispo de Braga. Casamento de Hermenegildo (filho de Leovigildo, rei dos visigodos) com Ingunda, princesa católica filha de Sigiberto da Austrásia. Leovigildo confia-lhe o governo da Bética e ele fixa-se em Sevilha. Ingunda converte-se ao catolicismo e passa a se distanciar do pai. 579-580 Papado de Pelágio II, romano. 580 Concílio de Toledo: sublevação de Hermenegildo, filho de Leovegildo, rei dos visigodos (as cidades de Mérida, Sevilha e Córdova o apoiam) lutas entre o catolicismo e o arianismo. 582 Hermenegildo pede apoio externo contra seu pai (suevos, bizantinos, à Austrásia e à Borgonha). Em resposta, Leovigildo ocupa Mérida e cerca Sevilha. 582-602 Maurício I, Imperador do Oriente. 584 Revolta do caudilho Audeca contra Eborico (filho de Miro, ver ano 572) Eborico aceita a submissão a Leovigildo, rei dos visigodos. Audeca encerra Eborico num convento e se casa com Sisegúntia, viúva do rei Miro. Leovigildo, ocupado com sua campanha em Sevilha, não interveio logo. 585 Hermenegildo, atraiçoado por seus aliados é preso em Córdova, e assassinado (não se sabe se a mandado de seu pai). Extinção do reino suevo: seu último rei, Andeca, é derrotado em Bracara e Portucale. Leovigildo, rei dos visigodos, dirige-se à Galécia, prende Andeca num convento situado em Beja, apodera-se do tesouro régio e anexa o reino dos suevos de nada vale a intervenção das tropas burgundas (enviadas por mar pelo rei Gontran e destroçadas no mar Cantábrico) nem a tentativa de revolta de um novo caudilho suevo, Amalarico (também derrotado): forte ocupação militar da Galécia. 586 Morte de Leovigildo, rei dos visigodos. 586-601 Recaredo, rei dos visigodos momento de esplendor e de equilíbrio do reino visigótico. 587 Recaredo consagra em Toledo (capital visigoda) a catedral de Santa Maria. 588 Calamidades naturais na Galécia. 589 III Concílio de Toledo: conversão de Recaredo ao catolicismo. Revolta ariana na Septimânia, com o apoio dos burgúndios: o dux Cláudio é encarregado por Recaredo, rei dos visigodos, de a reprimir (com a ajuda dos merovíngios da Austrásia). Após essa data, consumada a assimilação entre godos e hispano-romanos. sancionada pela supressão do arianismo. 590-604 Papado de São Gregório I (Magno). 590-621 João de Biclara, natural de Santarém, após ter peregrinado pelo Oriente, funda um mosteiro e é sagrado bispo de Gerona, na Catalunha. Escreve uma crônica. 600599 600 dux Cláudio, provavelmente regressado à Lusitânia, continua ainda a ser um dos principais chefes do exército, além de ser considerado mesmo em Roma, uma autoridade de grande prestígio, pois foi um dos correspondentes a quem o papa Gregório Magno se dirigiu numa das suas cartas. 600-620 Calamidades naturais na Galécia e Lusitânia. 601 Morte de Recaredo, rei dos Visigodos. 601-612 Sisebuto, rei dos Visigodos. 601-642 Longa crise política no reino visigótico: sucessão rápida de reis, fraqueza da monarquia perante a aristocracia e novos surtos de pestes e outras calamidades. 602-610 Focas, Imperador do Oriente. 604-606 Papado de Sabiniano, toscano. 607 Papado de Bonifácio III, romano. 608-615 Papado de São Bonifácio IV, de Marsi. 610-641 Heráclio I, Imperador do Oriente. 610-673 Neste período, cinco referências de contingentes de tropas visigodas partem da Galécia para atacar bascos, asturianos e ruccones. 612 O duque Suintila submete os ruccones dentro das antigas periferias do reino suevo. Disposições de Sisebuto, contra os judeus. Morte de Sisebuto, rei dos visigodos. 612-615 Campanhas de Sisebuto e Suintila contra os últimos redutos bizantinos na Península. 612-621 Recaredo II, rei dos visigodos. 615-618 Papado de São Deusdedit, ou Adeodato I, romano. 616 Início de forte perseguição aos judeus na Península. 619-625 Papado de Bonifácio V, napolitano. 621 Morte de Recaredo II, rei dos visigodos. 621-631 Suintuila é eleito rei dos visigodos. 623-625 Novas campanhas dos visigodos contra os últimos redutos bizantinos. 625 Calamidades naturais na Galécia. 625-638 Papado de Honório I, da Campânia. 628 Suintila expulsa os bizantinos do sul da Península. 631 Suintila é deposto do trono por Sisenando (morre no mesmo ano), louvado pelos bispos. 631-640 Sisenando, rei dos visigodos. 631-641 Calamidades naturais na Galécia e Lusitânia. 633 IV Concílio de Toledo: formulação da teoria política isidoriana (princípio do reinado eletivo): Sisebuto, rei dos visigodos é acusado dos piores crimes pelos padres congregados no concílio. Revolta em Mérida, opondo-se ao rei Sisenando, típico representante da facção pró-romana. Seus dois opositores: Geila e Iudila (o segundo chega a mandar cunhar moedas com seu nome e o título de rei). 639-640 Papado de Severino, romano. 640 Morte de Sisenando, rei dos visigodos. 640-642 Papado de João IV, dálmata. Tulga, rei dos visigodos. 641 Constantino II, Imperador do Oriente. 641-668 Constante II Pogonato (= Constantino III), Imperador do Oriente. 642 Segunda revolta em Mérida (a primeira em 633): agora contra Chindasvinto, rei dos visigodos (tinha sido duque de uma província do norte da Hispânia antes de se apoderar do trono). Age com brutalidade, condenando à morte centenas de nobres, com o apoio do clero. Morte de Tulga, rei dos visigodos. 642-649 Papado de Teodoro I, grego. 642-653 Chindasvinto, rei dos visigodos: momento de recuperação da autoridade régia visigoda (uso constante da violência). 646 Concílio de Toledo: condenação de bispos da Galécia que exigiam contribuições excessivas das suas freguesias das suas dioceses e de viajarem com séquitos de mais de 50 pessoas. 649-653 Papado de São Martinho I, de Todi (São Martinho foi preso e desterrado em junho de 653, Apesar de só haver falecido em setembro de 655, foi sucedido pelo papa Santo Eugênio em agosto de 654). 653 VIII Concílio de Toledo: perseguição aos judeus. Morte de Chindasvinto, rei dos visigodos. 653-672 Rescevinto, rei dos visigodos. Após sua morte, fragmentação do poder político, novas pestes e fomes, o que mostra a incapacidade para resistir às invasões muçulmanas de 711-714.
654-657 Papado de Santo Eugênio I, romano. 655 IX Concílio de Toledo. 656 X Concílio de Toledo, por ordem de Rescevinto, presidido por Eugênio II, bispo metropolitano: reorganização do calendário litúrgico. 657-672 Papado de São Vitaliano, de Segni. 661 Dedicação da Igreja de San Juan de Baños. 665 Morte de São Frutuoso, bispo de Dume e Braga, que viveu no tempo do rei Rescevinto (era filho do dux da Galécia, parente do rei Sisenando, de família visigótica). 666 Concílio provincial de Mérida: as atas ainda se conservam e aludem à restauração dos direitos metropolíticos da cidade até o Douro. 668-695 Justiniano II, Imperador do Oriente. 672 Morte de rei Rescevinto, rei dos visigodos. 672-676 Papado de Adeodato II, romano. 672-680 Wamba, rei dos visigodos. 674 Wamba, rei dos visigodos, comemora a edificação das muralhas de Toledo. 675 XI Concílio de Toledo. III Concílio de Braga: condenação dos "estranhos" usos litúrgicos do norte da Península, que incluíam a celebração da missa com leite ou uvas, emprego das alfaias sagradas para usos profanos e exageradas formas de veneração dos bispos portadores de relíquias. Condenação de bispos que dizem a missa sem a estola, que vivem com mulheres e castigam os presbíteros com penas corporais (açoites). 676-678 Papado de Dono, romano. 678-681 Papado de Santo Agatão, siciliano. 680 Wamba é destronado pela aristocracia. Morre no mesmo ano. 680-687 Eurico, rei dos visigodos. 682-683 Papado de São Leão II, siciliano. 683 XIII Concílio de Toledo: institucionalização do triunfo nobiliárquico e da feudalização do Estado. 684-685 Papado de São Bento II, romano. 685-686 Papado de João V, sírio. 686-687 Papado de Cónon. 687 Antipapa Teodoro. Antipapa Pascoal. Morte de Eurico, rei dos visigodos. 700687-701 Papado de São Sérgio, sírio. 687-702 Ergica, rei dos visigodos. 691-711 Calamidades naturais na Galécia. 694 O futuro rei dos visigodos Witiza, associado ao trono por seu pai, Égica, tem a sede do seu poder em Tui (aí [?] fere de morte o pai de Pelágio). 695-698 Leôncio, Imperador do Oriente. 698-705 Tibério II, Imperador do Oriente. 701-705 Papado de João VI, grego. 702 Morte de Ergica, rei dos visigodos. 702-709 Witiza, rei visigodo. 705-707 Papado de João VII, grego. 705-711 Justiniano II, Imperador do Oriente. 708 Witiza recusa o trono a seu filho Áquila, dux da Tarraconense e entrega-o a Rodrigo, dux da Bética, último rei visigodo (a facção que preferia Áquila pede auxílio ao conde Julião, governador de Ceuta, que por sua vez negocia a intervenção dos muçulmanos que haviam conquistado há pouco o norte da África). Papado de Sisínio, sírio. 708-715 Papado de Constantino, sírio. 709 Morte de Witiza, ex-rei visigodo. 709-711 Roderico, rei dos Visigodos. 711: Invasão muçulmana. |
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