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Atapuerca, origem e destino da humanidade

Os importantes achados descobertos neste jazigo paleontológico burgalés durante os últimos 25 anos são chaves esseciais para compreender o assentamento dos primeiros homínidos na Europa.

Localização: Atapuerca é um município da Espanha na província de Burgos, comunidade autónoma de Castela e Leão, de área 24,34 km² com população de 200 habitantes (2004).

Atapuerca contém a maior coleção de fósseis humanos do mundo já que, até agora, os cientistas registraram cerca de 4.500 restos de homínidos que compõem o 90% das descobertas euroasiáticas.

Atapuerca
 

Emiliano Aguirre, o primeiro diretor do Programa Atapuerca, é considerado o pai científico de Atapuerca e um dos paleontólogos mais importantes do mundo.

Emiliano Aguirre Enríquez destaca que a grande quantidade de restos encontrados de grupos de antecessores do Homem de hoje — Heidelbergensis, Neandertais e Homo Sapiens —, fazem que este jazigo "seja muito significativo para a história da humanidade no último milhão de anos" e sublinha que "é previsível que os paleontólogos encontrem muitos mais fósseis durante os próximos séculos".

A história dos jazigos em Atapuerca começa em 1976, quando chegam às mãos do paleontólogo Emiliano Aguirre várias peças dentais, cranianas e três mandíbulas humanas. Se as tinha confiado para seu estudo o engenheiro de Minas Trino Torres, que se tinha deslocado à serra burgalesa em busca de restos de ursos pré-históricos.

É então quando Emiliano Aguirre percebeu a transcendência do achado. "Tinha tido notícias de que ali poderia ter algo muito importante, mas quando me trazem esses fósseis eu me dou conta da riqueza que tinham essas cavidades recheadas até o teto com assomo de fósseis".

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Depois de visitar a Serra pela primeira vez, elabora um projeto de investigação e reúne a um grupo de experientes que aplicam técnicas de escavação e de análise até então desconhecidas em Espanha. No final dos anos setenta, Emiliano Aguirre vacticinava que durante decênios se poderiam achar restos humanos de valor incalculável.

Foi referente de muitos cientistas que foram seus discípulos em suas classes universitárias. Este legado deixado por Aguirre foi muito importante para o desenvolvimento espetacular do atual jazigo. Aguirre considera que as investigações em Atapuerca "se estão levando muito bem, ainda que também disiente de algumas interpretações feitas por alguns cientistas que trabalham atualmente no jazigo. "É normal que eu não esteja de acordo com tudo, assim é a ciência; creio que o debate e a discussão do que se está achando se verá com mais clareza no futuro", explica.

Por outra parte, Emiliano Aguirre advogou por um maior apoio da administração, do público e dos meios de comunicação para os jovens investigadores espanhóis. "Quando eu dava classe na universidade só podia dar bibliografia de cientistas estrangeiros, tínhamos um complexo de inferioridade tremendo, agora as coisas estão mudando já que há grupos de paleontólogos espanhóis trabalhando em África e Ásia", indica, para sublinhar que "temos que aproveitar as verdadeiras vocações dos jovens científicos espanhóis que querem ser paleontólogos, arqueólogos, etc."

Links

Visita aos jazigos de Atapuerca

www.visitasatapuerca.com

www.atapuerca.com

www.fundacionatapuerca.com

Um texto da obra "La especie elegida" de Juan Luis Arsuaga e Ignacio Martínez www.nodo50.org/ciencia_popular/articulos/Especie.htm

***** www.ucm.es/info/paleo/ata/. Um site da Universidade Complutense de Madrid

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