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Villa de Rio Maior, I

Uma grande quinta (latifúndio), onde se exploravam todos os recursos disponíveis: produtos agrícolas (cereais, leguminosas, azeite, vinho, etc.); mineração de Ferro e fabrico de utensílios de metal; criação de animais; fabrico de cerâmica; tecelagem; produção de sal (para conserva de alimentos e tratamento de couro), etc.

A produção era depois vendida às cidades romanas como Eburobritium (Óbidos), Collipo (Leiria), Scallabis (Santarém) e ao exército romano.

Em 1992, ao proceder a sondagens junto ao cemitério de Rio Maior, Carlos Pereira, Arqueólogo da Câmara Municipal, procurava determinar o real valor do local. Sabia-se da existência de vestígios romanos no local, pelos abundantes materiais de superfície e pela tradição oral, mas nada fazia prever o achado de tantos pavimentos musivos.

De facto, nas valas de sondagem que Carlos Pereira abriu, pôde constatar a presença sistemática de mosaicos. A sorte sorriu-lhe quando exumou uma estátua em calcário branco representando uma ninfa.

A primeira escavação sistemática, a pedido do IPPAR, iniciou-se em 1995 sob a responsabilidade de. José Beleza Moreira. Desde essa data, com parcos recursos financeiros e humanos, as campanhas decorreram ao ritmo de um mês por ano, até 1999.

Os trabalhos arqueológicos permitiram pôr a descoberto um edifício que poderemos classificar como residencial, pertencente certamente a uma villa, ainda que não se tenham detectado de momento outras estruturas complementares (termas, pars rustica, pars fructuaria ou necrópole).

 
Localização

Situada no limite urbano da cidade de Rio Maior, o acesso directo à estação faz-se através da Rua da Igreja Velha, junto ao cemitério.

O local, propriedade da Câmara Municipal, é uma zona plana, com cotas médias de 62.1 a 63.8, situada a poucos metros a Sul do rio Maior, afluente do Tejo, que separa o burgo moderno da estação arqueológica .

Nas suas imediações se situava a necrópole medieval e a respectiva basílica. O actual cemitério cobre parcialmente as estruturas arqueológicas, a Sul, evidência comprovada pelos inúmeros materiais cerâmicos que afloram nas sepulturas.

Glossário

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