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Villa romana de FreiriaUma das mais importantes e mais extensamente escavadas villas romanas da região de Lisboa. Pode observar as termas, o magnífico celeiro, o lagar e a área residencial, com os seus pavimentos parcialmente cobertos de mosaicos.
No Distrito de Lisboa, Concelho de Cascais, Freguesia de São Domingos de Rana no vale entre as localidades de Outeiro e Polima, junto á localidade de Freiria, foi descoberta uma villa romana. Houve que esperar pelo ano de 1973 para que a villa construída no século II n.E. fosse estudada sistematicamente por Guilherme Cardoso e José d'Encarnação, permitindo confirmar uma permanência humana no local desde o Calcolítico, atestada, por exemplo, em fragmentos de cerâmica campaniforme e nalguns elementos da Idade do Bronze. As sondagens, efectuadas entre 1985 e 1986, revelaram a casa senhorial romana, que se supunha destruída. Os trabalhos arqueológicos foram pondo a descoberto não só a villa como também uma localidade do Calcolítico, numa encosta adjacente de que já se sabia da sua existência pelos primeiros trabalhos de investigação desenvolvidos na área em 1973. DestaqueA villa é um dos exemplos mais completos deste tipo de residência na Península Ibérica e destaca-se por dois motivos:
Um dos primeiros proprietários da villa foi T(itus) Curiatius Rufinus, pois foi achada uma ara com inscrição deste dedicada à divindade pré-romana Tribunnis. Em 1912 foi encontrada pelo arqueólogo Vergílio Correia Pinto da Fonseca (1888-1944), uma sepultura junto a uma pedreira na povoação de Freiria. Em 1973 os arqueólogos Guilherme Cardoso e José d'Encarnação, começaram a estudar o local, permitindo, entre outros aspectos, confirmar uma permanência humana no local desde o Calcolítico. Nos anos 80 e 90 do século XX e na primeira decada do século XXI foram descobertos: A Domus que revelou uma estrutura bastante delicada, com átrio, Peristilo (pátio interior) e impluvium circundado de "espelhos de água" e o envolvente corredor provido de colunas, de que se encontraram diversas bases no seu local primitivo assim como alguns capitéis, para além de determinados pavimentos, incluindo o de um provável triclinium, cobertos de mosaicos policromos de motivos geométricos e paredes decoradas com estuques pintados. Conseguiu-se identificar nos achados alguns dos compartimentos da casa, que eram ricamente pavimentados a mosaico policromo decorado com motivos geométricos. Mas, tal como sucede noutros exemplares desta tipologia arquitectónica, a sua estrutura inicial foi alvo de algumas remodelações pontuais, fruto do decorrer dos tempos e das novas necessidades quotidianas que se impunham, pela análise dos fragmentos cerâmicos recolhidos até ao momento, foi possível identificar duas dessas fases construtivas, ocorridas entre os séculos I e VI da EC
A Villa Romana de Freiria foi declarada como Imóvel de Interesse Público pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 96/1997 de 19 de Junho (referente às ruinas) e Resolução do Conselho de Ministros n.º 81/2005 de 31 de Março (referente há área envolvente). |
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