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Vias romanasOs vestígios da presença romana abundam por todo o país, encontrando-se entre eles muitos testemunhos da rede de estradas construídas pelos Romanos, algumas das quais ainda muito bem conservadas...Troços de calçada (como o de Galhardos,
Viseu) ou de Apesar do território continental português não ser muito extenso (90.000 km²) é fisicamente muito diversificado. É a essa diversidade que as vias romanas se irão adaptar, quer atravessando os maciços montanhosos do Centro e Norte de Portugal, quer sulcando as longas planícies do Sul. A abundância de pedra e o maior rigor do clima e dos relevos leva a que seja na região centro e norte do país que se tenha utilizado mais as glareae stratae (estradas revestidas com calçada) de que hoje se encontram abundantes troços. No sul, apesar de existirem troços que eram calçados, as viae terrenae eram a regra, mesmo quando se tratavam de importantes eixos viários. É ainda devido à abundância de rios e a um
relevo de difícil circulação que no centro e norte do
país se construíram muitas obras de arte, conservando-se ainda
hoje algumas em perfeitas condições como a
É porém no Alentejo que vamos encontrar uma das pontes romanas mais bem conservadas do país - a ponte da Vila Formosa.
Por vezes, a travessia de rios e ribeiras é feita
através de simples pontes de madeira ou pontes de barcas. Toda esta
imensa rede viária articulava-se com os portos marítimos como em
O mar é, na antiguidade tal como hoje uma importante fonte de recursos. Os grandes rios permitiam a navegação até às terras do interior do país. O pinheiro, no litoral, e a vegetação do género Quercus marcavam a maior parte da paisagem natural ao longo das vias romanas, interrompida aqui e além pelos campos de cultivo, pastagens e áreas construídas. Passeando pelos caminhos antigos romanos, percebe-se que foram estes os primeiros eixos que estruturaram muitas das formas que a paisagem ainda hoje assume. Documentação onlineUm fantástico trabalho de documentação de Pedro Soutinho, 2004-2007 BibliografiaALARCÃO, Jorge, 1974. Portugal romano, ed. Verbo, Coimbra. 1985. Sobre a romanização do Alentejo e do Algarve, In Arqueologia, n.º 11, Porto. 1988 - O domínio romano em Portugal, publicações Europa América, Mem Martins. BERNARDES, João Pedro e OLIVEIRA, Luís, 2002. A calçadinha de S. Brás de Alportel e a antiga rede viária do Algarve central, Faro. MANTAS, Vasco Gil, 1996. A rede viária romana da faixa atlântica entre Lisboa e Braga, (Dissertação de doutoramento apresentada à Faculdade de Letras de Coimbra policopiado), Coimbra. 1997 - Os caminhos da serra e do mar, In Noventa séculos entre a serra e o mar, Lisboa, p. 311-325. RODRIGUES, Sandra, 2004 As Vias Romanas do Algarve, Faro. ROLDAN HERVÁS, J. M., 1975. Itineraria Hispana: fuentes antiguas para el estudio de las vias romanas en la Península Ibérica, Valladolid. SAA, Mário de, 1957-67. As grandes vias da Lusitânia: O Itinerário de Antonino Pio, Lisboa, 6 vol. SANTOS, Maria Luisa E. V. dos, 1971. Arqueologia romana do Algarve, vol. I, Lisboa. 1972. Arqueologia romana do Algarve, vol. II, Lisboa. SILLIÈRES, Pierre, 1990. a.- Les voies de communication de lHispanie méridionale, Publications du Centre, Paris. 1990. b.- Voies romaines et limites de provinces et de cités en Lusitanie, In Les villes de Lusitanie romaine Hiérarchies et territoires, (Table ronde internationale du CNRS, Talence, le 8-9 Décembre,1988), Paris, p. 73-88. |
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