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Turismo na Natureza

Vias romanas

Os vestígios da presença romana abundam por todo o país, encontrando-se entre eles muitos testemunhos da rede de estradas construídas pelos Romanos, algumas das quais ainda muito bem conservadas...

Troços de calçada (como o de Galhardos, Viseu) ou de veja páginaMértola a veja páginaBeja, pontes (como as de Vila Formosa ou de veja páginaChaves), marcos miliários (como os da Geira) e outros vestígios viários constituem um vasto património arqueológico que, a par das ruínas de villae, cidades e muitos outros sítios arqueológicos dão uma imagem da grandiosidade que a civilização romana atingiu no extremo ocidental da Europa.

Apesar do território continental português não ser muito extenso (cerca de 90 000 Km²) é fisicamente muito diversificado. É a essa diversidade que as vias romanas se irão adaptar, quer atravessando os maciços montanhosos do Centro e Norte de Portugal, quer sulcando as longas planícies do Sul.

A abundância de pedra e o maior rigor do clima e dos relevos leva a que seja na região centro e norte do país que se tenha utilizado mais as glareae stratae (estradas revestidas com calçada) de que hoje se encontram abundantes troços. No sul, apesar de existirem troços que eram calçados, as viae terrenae seriam a regra, mesmo quando se tratavam de importantes eixos viários.

É ainda devido à abundância de rios e a um relevo de difícil circulação que no centro e norte do país se construíram muitas obras de arte, conservando-se ainda hoje algumas em perfeitas condições como a veja páginaPonte de Chaves (veja páginaAquæ Flaviæ).

É porém no Alentejo que vamos encontrar uma das pontes romanas mais bem conservadas do país - a ponte da Vila Formosa.

Milreu
Reconstrução de um carro de viagem romano. Museu de Colónia, Alemanha.

Por vezes, a travessia de rios e ribeiras é feita através de simples pontes de madeira ou pontes de barcas. Toda esta imensa rede viária articulava-se com os portos marítimos como em veja páginaOlisipo ou veja páginaOssónoba, de onde partiam e chegavam navios vindos de todo o mundo romano.

O mar é, — na antiguidade tal como hoje —, uma constante na paisagem portuguesa, para além de constituir uma importante fonte de recursos. Os grandes rios seriam navegáveis permitindo a navegação até às terras do interior do país.

O pinheiro, no litoral, e a vegetação do género Quercus marcavam a maior parte da paisagem natural ao longo das vias romanas, interrompida aqui e além pelos campos de cultivo, pastagens e áreas construídas. Passeando pelos caminhos antigos romanos, percebe-se que foram estes os primeiros eixos que estruturaram muitas das formas que a paisagem ainda hoje assume.

Documentação online

Um fantástico trabalho de documentação de Pedro Soutinho, 2004-2007

viasromanas.planetaclix.pt/

Bibliografia

ALARCÃO, Jorge, 1974. Portugal romano, ed. Verbo, Coimbra. 1985. “Sobre a romanização do Alentejo e do Algarve”, In Arqueologia, n.º 11, Porto. 1988 - O domínio romano em Portugal, publicações Europa – América, Mem Martins.

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MANTAS, Vasco Gil, 1996. A rede viária romana da faixa atlântica entre Lisboa e Braga, (Dissertação de doutoramento apresentada à Faculdade de Letras de Coimbra – policopiado), Coimbra. 1997 - “Os caminhos da serra e do mar”, In Noventa séculos entre a serra e o mar, Lisboa, p. 311-325.

RODRIGUES, Sandra, 2004 As Vias Romanas do Algarve, Faro.

ROLDAN HERVÁS, J. M., 1975. Itineraria Hispana: fuentes antiguas para el estudio de las vias romanas en la Península Ibérica, Valladolid. SAA, Mário de, 1957-67. As grandes vias da Lusitânia: O Itinerário de Antonino Pio, Lisboa, 6 vol.

SANTOS, Maria Luisa E. V. dos, 1971. Arqueologia romana do Algarve, vol. I, Lisboa. 1972. Arqueologia romana do Algarve, vol. II, Lisboa.

SILLIÈRES, Pierre, 1990. a.- Les voies de communication de l’Hispanie méridionale, Publications du Centre, Paris. 1990. b.- “Voies romaines et limites de provinces et de cités en Lusitanie”, In Les villes de Lusitanie romaine – Hiérarchies et territoires, (Table ronde internationale du CNRS, Talence, le 8-9 Décembre,1988), Paris, p. 73-88.

Glossário

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