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Balneários romanas («termas»)Thermae) era o nome usado pelos romanos para designar os
banhos públicos. Estes edíficios estavam integrados nas
villae, ou pertenciam aos equipamento
urbanos de cidades como
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| Frigidarium em Milreu. |
Os banhos públicos eram vastos edifícios preparados
para proporcionar aos habitantes ou visitantes da cidade a possibilidade de
tomar o seu banho de acordo com as regras prescritas. Contudo, as
villae romanas espalhadas pelos territórios romanos,
também estavam equipadas com banhos.
O banhista devia começar por untar o corpo com óleos e praticar alguns exercícios de ginástica, desporto ou luta livre.
Entrava depois numa sala muito aquecida, o sudatorium, onde transpirava abundantemente.
Passava então ao caldarium, sala aquecida, onde podia lavar-se e retirar os restos de óleo.
Depois de uma curta passagem pelo tepidarium, mergulhava na piscina do frigidarium, cuja água fria lhe revigorava o corpo, sendo em seguida massajado e untado de óleos aromáticos.
Os banhos públicos das cidades podiam ter diversas finalidades, entre as quais a higiene corporal e a terapia pela água com propriedades medicinais. Obviamente, os banhos públicos eram também um espaço de convívio, que servia para reuniões informais de comerciantes, políticos, etc.
Em geral, as manhãs eram reservadas às mulheres e as tardes aos homens.
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| Ruínas dos banhos
públicos em |
As mais antigas termas romanas de que há conhecimento datam do século V a.C. em Delos e Olímpia, embora as mais conhecidas sejam as de Caracala.
Normalmente, as termas romanas eram constituídas por diversas salas:
O apodyterium era a entrada principal, constituída por um quarto comprido ou largo, dotado de compartimentos ou estantes, nos quais os cidadãos guardavam suas roupas e pertences, enquanto tomavam seu banho.
Escravos particulares, ou funcionários das termas (capsarius), cuidavam dos pertences, enquanto os cidadãos desfrutavam dos prazeres do banho.
Um manual escolar romano ensinava ao jovem aprendiz da nobreza que, ao entrar nos banhos, deixando para trás seu escravo no apodyterium, a lembrar-se de dizer-lhe: "Não durmas, por causa dos ladrões".
Os homens livres ricos e suas mulheres traziam habitualmente vários escravos até o apodyterium, como forma de exibir suas posições sociais. Estes escravos levavam toda uma parafernália de banho: acessórios e artigos de vestuário para banho, sandálias, toalhas de linho, e ainda óleos para unção, perfumes, esponjas, e strigilis - instrumentos de metal recurvados para raspar o excesso de óleo, suor e sujeira dos corpos.
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| Strigilis. |
As Termas romanas de Maximinos ficam situadas na freguesia de
Maximinos, em
Braga. Em 1977, escavações efectuadas na
colina da Cividade de Cima, puseram a descoberto as ruínas dumas termas
públicas junto ao Forum da antiga cidade romana, situado, segundo a
tradição, no actual Largo de Paulo Orósio.
A área escavada das termas ocupa cerca de 850 m². Estas termas eram, todavia, mais vastas, como se pode ver pela presença do hipocausto e piscina a sul, ligadas ao restante corpo do edifício por um estreito corredor.
Foram construídas nos finais do século I, restando desta fase o testemunho das quatro salas quentes cujos hipocaustos se encontram relativamente bem conservados. Não se conseguiu ainda definir o seu circuito interno nem a função de alguns dos seus compartimentos anexos.
Nos finais do século III, o edifício sofreu uma grande remodelação e a sua superfície foi muito reduzida.
Em
Tróia, os arqueólogos encontraram um
balneário com vestíbulo, frigidarium, tepidarium e
caldarium sobre hipocaustum, piscinas e sala de ginástica,
e vestígios de mosaicos em opus vermiculatum numa das
piscinas.
Tongobriga possuia uns banhos admiráveis.
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