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Como se fazia púrpura...Este pigmento natural, extraído de moluscos, era usado para tingir os mais caros texteis. A púrpura estava reservada para as togas dos imperadores romanos...Um dos mais importantes e mais caros pigmentos naturais da Antiguidade era preparado com tintas de vários moluscos incluindo murex brandaris e purpura haemostoma encontrados na costa do Mediterrâneo e do Atlântico e nas Ilhas Britânicas. Quantidades enormes destes moluscos eram usados para tingir tecidos e ainda são encontradas pilhas das cascas dos moluscos em alguns sítios históricos na costa grega. A secreção do molusco está contida dentro de uma pequena veia ou cisto que, quando quebrada ou partida pela mão, secreta um fluido branco. Os tecidos eram banhados neste fluido branco e postos a secar ao sol que "revela" a tintura púrpura brilhante. Os diferentes tons dependem do tipo de molusco e o tipo de exração do fluido branco. Segundo Plínio, o melhor pigmento era extraído na Tíria, no Mediterrâneo oriental, e era a cor utilizada nas vestes reais romanas, cor que até os dias hoje simboliza realeza. A púrpura foi sem dúvida o corante de maior renome e mais caro de todos os corantes antigos. Era um símbolo de riqueza e distinção. Na Roma antiga só o imperador tinha o direito de a usar. O imperador Nero chegou a punir com a morte o seu uso. O corante era produzido a partir de espécies de um molusco do género Murex. Cada espécie do molusco dava a sua variedade de púrpura. Já os fenícios obtinham o pigmento púrpura de algumas espécies de moluscos gasterópodos do género Múrex, uma das espécies que se comem em Espanha com o nome «cañadilla» ou «cañaílla». Na Tíria a púrpura mais apreciada era extraída da espécie Murex brandaris. Na cidade de Sidon a espécie Murex trunculus era fonte de uma púrpura cor de ametista. O processo de elaboraçãoO pigmento está presente numa secreção mucosa produzida pela glândula hipocondrial situada junto do tracto respiratório. Esta secreção é incolor enquanto fresca mudando de cor quando exposta ao sol, passando pelo amarelo, em seguida pelo verde e só depois surgindo a cor púrpura característica. O método geral de produção do corante consistia em esmagar os moluscos inteiros, ou abri-los e retirar a glândula, em seguida salgar essa massa durante três dias e finalmente ferver o conjunto em água durante dez dias. O resultado era uma solução clara, concentrada, do corante. Restos da carne do molusco eram separados por decantação. O tecido era mergulhado na solução do corante e em seguida posto ao sol para que a cor aparecesse. RedescobertaA púrpura imperial foi redescoberta por um aposentado britânico. De acordo com o The Daily Telegraph, John Edmonds redescobriu o segredo da sua fabricação enquanto estudava a fermentação das pigmentações do anil. O método de produção da púrpura imperial, uma das tinturas mais antigas conhecidas pelo homem, foi mantido em segredo; segredo perdido depois do saque a Constantinopla em 1453. Utilizando um líquido do berberecho, molusco similar ao Murex, Edmonds fermentou a sua pigmentação numa solução de água e cinzas. A solução, inicialmente de cor púrpura, com o tempo ficou verde, mas, ao entrar em contato com a luz, mudou de cor para o famoso púrpura imperial.
A púrpura de Tiro cotizava-se a preços altíssimos. Desde sempre o alto preço justificou a côr púrpura como símbolo dos césares e a realeza. Mas também na costa litoral da É possível que o mar de Sines também fosse interessante pela abundância do molusco thais haemastona, de onde se extraía a púrpura, utilizada em tinturaria. Há 3 anos, foram postos a descoberta em
Na parte setentrional da Linkswww.saudiaramcoworld.com/issue/200604/millennia.of.murex.htm |
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