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Minas Romanas de TresminasPerto de Vila Pouca de Aguiar (freguesia de Tresminas). Importante centro mineiro classificado como Imóvel de Interesse Público em 1997.A exploração que os Romanos levaram a efeito em Tresminas, pela sua importância e duração, fez com que os vestígios sejam de grande importância, não só do ponto de vista do conhecimento da ocupação romana, mas também da compreensão dos seus métodos de exploração e tratamento metalúrgico. As minas romanas de extracção a céu aberto, foram provavelmente já exploradas durante o império de Augusto, quando se iniciou a exploração sistemática deste complexo, tendo-se prolongado até à segunda metade do século II n.E. Sendo o domínio imperial e fiscal, o distrito mineiro estava sob a orientação estatal directa. Depois de algumas prospecções efectuadas, pressupõe-se a existência de determinadas construções, edifícios administrativos, casernas, balneários, complexos industriais, armazéns, silos, mercados, lojas, casas de habitação, templos e santuários. As cortas de Covas, Ribeirinha e LagoínhosA exploração mineira em Tresminas realizava-se essencialmente pelo desmonte a céu aberto, sendo disso resultado os desfiladeiros que são as cortas (ou lagos) de Covas e Ribeirinha. Numa terceira corta existente, a Corta dos Lagoínhos, não estudada, a exploração era subterrânea. Esta corta resulta do aluimento de uma grande extensão daquela que seria a galeria principal de uma complicado conjunto de galerias. Um Engenheiro de Minas calculou que 2000 trabalhadores operando diariamente levariam 200 anos a fazer estes desmontes, sendo necessário remover pelo menos 5.800.000 m3. Na Corta de Covas ou Lago de Covas, foram reconhecidas várias galerias que terão sido utilizadas, uma para o escoamento de aterros e águas, outra como oficinas de tratamento minério. Nas imediações das grandes covas, terá existido uma grande povoação, e foram descobertos vestígios de um anfiteatro e uma necrópole. Cerca de 300 m a sudeste da Corta de Covas encontra-se uma estrutura do tipo muro de terra batida, em parte nivelada e deformada por trabalhos agrícolas. Não se trata certamente de um muro defensivo derrubado de uma fortificação mas, muito provavelmente, de restos da fundação para a cave de um pequeno anfiteatro. Por volta de 1937, quando se efectuavam trabalhos de construção rodoviária, foram encontrados três pedras sepulcrais e um número indefinido de sepulturas de cremação. Em 1986 foi possível localizar os pontos achados das mencionadas estelas bem como, de uma outra pedra sepulcral, desenterrada por um arado a norte da zona mineira. Parece que a necrópole se estendia pelos dois lados da estrada sobre um talude que descai em direcção a Oeste. A sua extensão é ainda desconhecida. As inscrições encontradas na zona de Tresminas formam a estrutura para a cronologia da exploração mineira romana. O povoamento do local, ou seja, a exploração mineira sistemática deverá ter tido início, o mais tardar, sob o governo de Tibério. O estacionamento de militares em Tresminas além de soldados da VII legião está comprovada a estadia de secções da cohors I Gallica equitata civium romanorum reflecte as actividades na primeira metade do século II. Aponta também para o estatuto legal da mina como domínio imperial, ou seja, propriedade fiscal. Campo de JalesÉ provável que o distrito de Tresminas tivesse estado ligado ao de Jales formando uma unidade administrativa, territorium metallorum. Na área do distrito mineiro romano de Tresminas e Campo de Jales, produzia-se, além do ouro e da prata, o chumbo. A mineralização está associada a veios e filões de quartzo que atravessam os xistos arcaicos extremamente alcantilados (em Campo de Jales: xistos e granitos). Além da ganga (quartzo) os corpos de minério contêm sobretudo sulforetos: pirite, arsenopirite e galena com prata. O ouro aparece tanto sob forma nativa, na ganga, como associado aos sulfuretos acessórios. LocalizaçãoVila Pouca de Aguiar é uma vila no Distrito de Vila Real, Região Norte e sub-região do Alto Trás-os-Montes, com cerca de 3.500 habitantes. Este conjunto museológico ao ar livre está melhorado: os caminhos estão limpos e sinalizados, os miradouros possibilitam a visão das cortas em segurança, os túneis estão vedados, construiu-se um parque de merendas e outro de estacionamento de viaturas e os percursos pedonais estão bem definidos. Se impressiona ver as terras esventradas pelo trabalho de milhares de mineiros, também aqui existe um outro impressionante património: uma paisagem silenciosa e grande, pontilhada por bosques de abetos e pinheiros silvestres e por pequenas aldeias encolhidas nos vales desta terra fria. Como chegar... Partindo do Porto
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Visitas ao Parque Arqueológico de TresminasTel. 259 403 133/4 | Fax. 259 403 135 | vitaguiar@gmail.com
Temas relacionadosVipasca, as minas de Ajustrel Bibliografia |
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