arqueo.org — o Portal da Arqueologia Ibérica, sem obscurantismo e religiosidade
200

Sites do mesmo autor:

Pandemia de Gripe

Tipografia

Turismo na Natureza

Lusitânia

A maior parte do território continental português pertencia à província romana da Lusitânia.

Firmada a paz na Lusitânia, Augusto assumiu o governo dela em 25 a.C.

Funda Emerita Augusta que se torna capital da província mais tarde, em 15 a.C.

Foi através de Augusto, nesse período após Emerita Augusta ter sido edificada, que houve maior atenção e interesse em aumentar o controle sobre os oppida ainda levemente romanizados, impedindo possíveis revoltas.

Os contingentes de soldados das legiões, agora desmobilizadas por falta de guerras, era motivo de preocupação em Roma, sendo esse inclusive o motivo central da ordem para a construção de Emerita Augusta.

Pelo menos inicialmente, a fundação de colónias aconteceu por razões de ordem estratégicas, para atenuar tensões sociais.

O sul da Lusitânia era constituído pelas regiões do Alentejo e Algarve, que são as mais romanizadas de Portugal, onde hoje se podem ver dos mais relevantes vestígios romanos do País.

Ligando estas regiões ao norte e à capital da província - Mérida - construiu-se uma densa rede de estradas cujos vestígios se encontram um pouco por todo o lado.

Uma boa parte dessa rede viária, que segue caminhos pré-romanos, foi construída por Augusto (27 a.C.-14 d.C.) e pelos imperadores que lhe sucedem.

No século seguinte o imperador Adriano vai ter uma importante acção na reconstrução de muitas das estradas que no século III e IV voltarão a ser refeitas, de acordo com as informações que nos são dadas pelos marcos miliários.

O Itinerário de Antonino refere 11 eixos viários no actual território português que ligavam esta região às grandes vias que levavam directamente a Roma.

A par das estradas, as rotas marítimas assumiram uma importância primordial nos contactos com o exterior, sendo por aí que se fazia a maior parte do comércio com os diferentes pontos do Mediterrâneo romano. São ainda os recursos marítimos, a par dos mineiros, os produtos que mais animavam as trocas comerciais com o Mediterrâneo.

O garum lusitano chegava a todos os pontos do Império romano, sendo produzido, sobretudo, nos estuários dos rios Tejo e Sado, e no Algarve.

No Norte de Portugal a exploração mineira tinha grande importância e é em função dela que se constroem muitas vias e pontes romanas para facilitar o escoamento.

As grandes explorações agrícolas centravam-se sobretudo no Alentejo e Algarve, onde se encontram os vestígios mais importantes de villae romanas (Pisões, São Cucufate, Milreu).

Glossário

m
 

topo da páginaTopo da página

Quer usar este texto em qualquer trabalho jornalístico, universitário ou científico? Escreva um email a Paulo Heitlinger.

copyright by algarvivo.com/comunicacao