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Lacóbriga (Lagos)

A cidade mais ocidental do Algarve romano.

Apesar da via longitudinal do Algarve romano estar apenas documentada, literária e epigraficamente, até Ossonoba, certamente que se prolongava para ocidente de Faro até, pelo menos, Lacobriga (Lagos), uma pequena cidade romana de origem celta.

A região de Lagos é a que apresenta maior abundância de vestígios romanos no Algarve. Servia-se essencialmente da navegação marítima para comunicar entre si e com o exterior.

Aliás, por todo o Algarve a grande via romana é o mar, e é por via marítima que se chega rápida e fácilmente a qualquer ponto do litoral algarvio.

Segundo a tradição, teria sido perto de Lagos, na foz do rio Arade, que o famoso general cartaginês Aníbal fundou a cidade de Portus Hanibalis (Portimão). Não longe, existiria outra cidade pré-romana — Ipses (Alvor).

Todas estas cidades cunharam moeda no século I a C., eventualmente no contexto das guerras civis entre os partidários de Pompeu e Júlio César, sendo os motivos marinhos ou de navegação a decoração preferida, como se pode ver na moeda de Ossonoba.

A importância da área desta cidade na época romana, decorre muito da natureza do seu litoral recortado e rico em peixe, proporcionando condições favoráveis à navegação, ao comércio e às indústrias ligadas à pesca.

De Lagos até à ponta de Sagres, o extremo ocidental do Algarve, praticamente todas as enseadas albergam sítios romanos. Aqui, onde a terra se acaba e o mar começa, confrontamo-nos com todas as forças da Natureza numa paisagem impressionante que os Romanos sacralizaram e a que chamaram Promunturium Sacrum.

Os Romanos que viajassem por esta estrada teriam como horizonte a paisagem verde seca da vegetação combinada com o azul do mar e do céu enquadrados por uma forte luminosidade. São estas as características que, ainda hoje, atraem visitantes nacionais e estrangeiros.

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