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O imperador Augusto (63 a.n.E — 14 n.E.)

Trajano
Cabeça colossal de Augusto. Museu Arqueológico de Sevilha. Altura, 73 cm. 20-40 d.C. Proveniência: Itálica, Santiponce, Sevilla.

Gaius Iulius Caesar Octavianus Augustus foi o primeiro Imperador romano. Chega ao poder através do segundo triunvirato, formado com Marco António e Lépido. A relação dos três homens, no entanto, depressa se deteriora e, na batalha de Actium, Marcos Vipsânio Agripa, seu general e amigo pessoal, derrota António.

Depois destes eventos, Augusto torna-se o único senhor de Roma. Otávio, nascido em Roma, com o nome de Caio Octávio Turino (Gaius Octavius Thurinus), pertencia a uma das famílias mais abastadas da elite romana.

O seu avô tinha sido banqueiro e o pai, Caio Octávio, foi edil e pretor em Roma e, mais tarde, procônsul na Macedónia. A mãe, Ácia, era sobrinha de César. Ácia, sua mãe, casou-se com o nobre Felipe, senador de certo reconhecimento em Roma.

Apesar do reconhecimento, Felipe era pouco influente e sua família estava fora dos círculos aristocráticos de Roma, e a única hipótese de progressão política era o tio-avô, então o homem mais poderoso de Roma. Este, interessando-se pela carreira do sobrinho-neto, deu-lhe educação aprimorada.

César orgulhava-se do jovem, apresentando-o no Colégio de Pontífices, principal sacerdócio romano, quando tinha apenas 16 anos. Quando César, que adotara Otávio como filho em testamento, foi assassinado por um grupo de senadores, em 15 de Março de 44 a.C., Otávio estava em Ilíria, servindo no Exército. Ao retornar para a Itália, foi informado de que era o herdeiro adotivo de César. É quando começa a busca de Otávio pelo poder.

O assassinato de César deixou Roma em uma situação caótica. Octávio decidiu vingar seu pai adotivo e assegurar sua própria posição. Com apenas 18 anos, Octávio parte para Roma. Ao chegar em Brundísio, a XII Legião jura lealdade a Octávio e, em discurso às tropas, Octávio declara ser filho adoptivo de Júlio César.

Em Roma, Marco António, ambicioso companheiro de César, pede as tropas de Octávio em troca de proteção e privilégios políticos e Octávio recusa. Octávio reivindicara sua herança, apesar do perigo que corria, e lutou por ela contra Antônio, que se apropriara do dinheiro e dos papéis de César.

Pagou do próprio bolso os legados do testamento e presidiu aos jogos em memória de César. Alia-se a Cícero, o qual começa a elogiar Octávio no Senado e atacar Marco António.

Revoltado com a aliança, Marco António acusa publicamente Octávio de planejar seu assassinato. Octávio publica então uma resposta ridicularizando a acusação. Octávio une-se a Bruto contra António, que simplesmente junta todas as tropas que pode e fecha o cerco sobre Décimo Bruto em Módena. Enquanto Marco António se ocupava com a guerra, Octávio marcou uma audiência no Templo de Castor.

O tribuno Tito Canúcio falou primeiro, atacando Marco António. Logo depois Otávio começou seu discurso, que foi muito mal-aceite. Octávio, que derrotara Antônio em Módena, exige o consulado (a que não tinha direito, dada sua pouca idade). Agripa contornou a situação mas os senadores romanos deixaram de apoiar Octávio. Na mesma noite, Octávio foi obrigado a fugir de Roma.

Temporariamente estabeleceu-se na Sabina, onde reuniu o seu estado-maior e logo depois foi para Arezo, onde recrutou tropas para invadir Roma. Octávio marchou sobre Roma e impôs a própria investidura como cônsul (43 a.C.).

Octávio fez a Corte sancionar a sua adopção por Júlio César, tornando-se Caio Júlio César Otaviano (Gaius Julius Caesar Octavianus) e passa a ser conhecido como Octaviano. António, entretanto, aliara-se ao general Marco Emílio Lépido, governador da Gália.

Links

Res Gestae (Feitos do divino Augusto) www.ricardocosta.com/textos/regestae.htm

Glossário

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