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O garum e a sua produção na costa litoral ibéricaO garum era um molho de luxo feito à base de peixe, sal e ervas aromáticas, exportado em ânforas para Roma e para todo o Império.
O garum era um condimento composto por sangue, vísceras e de outras partes seleccionadas do atum ou da cavala misturadas com peixes pequenos, crustáceos e moluscos esmagados; tudo isto era deixado em salmoura e ao sol durante cerca de dois meses ou então aquecido artificialmente. Este produto era exportado para várias partes do Mediterrâneo. Há notícias de exportação de garum para Atenas, no século V a.C. A existência de numerosas fábricas detectados no litoral mediterrânico da Península Ibérica, provam um nítido crescimento desta indústria conserveira. Em Roma o garum era um produto de luxo. O garum lusitano chegava a todos os pontos do Império romano, sendo produzido, sobretudo, nos estuários dos rios Tejo e Sado, e no Algarve. A maior concentração de vestígios de unidades de fabrico de garum localiza-se no litoral algarvio. No Algarve produzia-se garum em dezenas de sítios. Na foz do Sado, em Tróia, uma «fábrica» de garum estendia-se por cerca de 2 Km. Na região atlântica cohecemos os restos descobertos em
As ruínas destas fábricas (usinas) até agora achadas em território português são constituídos pelos tanques ou cetárias destinados à salga de peixe e à preparação de conservas, normalmente de alvenaria. As conservas de peixe destinadas á exportação eram embaladas em ânforas de cerâmica. |
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