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O garum e a sua produção na costa litoral ibérica

O garum era um molho de luxo feito à base de peixe, sal e ervas aromáticas, exportado em ânforas para Roma e para todo o Império.

Factoría romana de salazones de pesacado y salsa "garum" en Baelo claudia, cerca de Tarifa, Cádiz, España. Fotografía tomada por Marina Amador en 1995, y
Factoria romana de salga de peixe e de fabricação de garum; em Baelo Claudia, perto de Tarifa, Cádiz, Espanha. Foto de Marina Amador.

O garum era um condimento composto por sangue, vísceras e de outras partes seleccionadas do atum ou da cavala misturadas com peixes pequenos, crustáceos e moluscos esmagados; tudo isto era deixado em salmoura e ao sol durante cerca de dois meses ou então aquecido artificialmente.

Este produto era exportado para várias partes do Mediterrâneo. Há notícias de exportação de garum para Atenas, no século V a.C.

A existência de numerosas fábricas detectados no litoral mediterrânico da Península Ibérica, provam um nítido crescimento desta indústria conserveira.

Em Roma o garum era um produto de luxo.

O garum lusitano chegava a todos os pontos do Império romano, sendo produzido, sobretudo, nos estuários dos rios Tejo e Sado, e no Algarve. A maior concentração de vestígios de unidades de fabrico de garum localiza-se no litoral algarvio. No Algarve produzia-se garum em dezenas de sítios.

Na foz do Sado, em Tróia, uma «fábrica» de garum estendia-se por cerca de 2 Km.

Na região atlântica cohecemos os restos descobertos em

  • Alto de Martim Vaz (Póvoa de Varzim)
  • na praia de Angeiras (Matosinhos)
  • no estuário do rio Sado, em Creiro, Rasca, Comenda, Ponta da Areia, Moinho Novo e Tróia, um do mais importantes centros conserveiros da Hispânia.

As ruínas destas fábricas (usinas) até agora achadas em território português são constituídos pelos tanques ou cetárias destinados à salga de peixe e à preparação de conservas, normalmente de alvenaria.

As conservas de peixe destinadas á exportação eram embaladas em ânforas de cerâmica.

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