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Ebora (Évora)Ebora, a actual Évora foi uma cidade fortificada pré-romana (oppidum) no Alentejo. Fiel a César nas guerras civis, recebeu como recompensa o título honorífico de Liberalitas Julia.A cidade desenvolveu-se rapidamente, alcançou prosperidade e cobriu-se de majestosos monumentos. Como testemunho ficou um monumento, o Templo de Diana: sobre um podium rectangular, com soco e simalha de cantaria de granito, erguem-se as colunas coríntias, com bases e capitéis de mármore de Estremoz e [fuste]]s de granito, que formavam um templo hexastilo periptero. É muito provável que o templo tivesse sido dedicado ao culto do imperador. Um outro monumento importante foi um arco de triunfo de rara beleza, ornado de quatro estátuas e de muitas colunas que foi demolido em 1570, para deixar livre a fachada da Igreja de Santo Antão, na Praça do Geraldo. Mas, além dos monumentos públicos, havia também os privados como o relevo de mármore representando uma dançarina (século II a.C.) e dois monumentos funerários de mármore, ornados de esculturas. «Templo de Diana»
O Templo Romano na cidade de Évora, impropriamente chamado «Templo de Diana», é um templo de estilo coríntio, construído no início do século I. Durante muito tempo julgou-se tratar de um templo dedicado a Diana, a deusa romana da caça; estudos posteriores demonstraram tratar-se de santuário consagrado ao imperador. Localizado no centro de Évora, Largo Conde de Vila Flor, encontra-se rodeado pela Sé de Évora, pelo Tribunal da Inquisição, pela Igreja e Convento dos Lóios, pela Biblioteca Pública e pelo Museu. Do original, restam o pódio quase completo, onde se marca com evidência o desmorono da escadaria, a colunata intacta do topo Norte (6 colunas), com respectiva arquitrave e fragmentos do friso, 4 colunas a Este, com arquitrave e um fragmento do friso, e a Oeste 3 colunas completas, uma sem capitel e uma base, fragmentos da arquitrave e um do friso. Pódio edificado em cantaria incerta de granito, opus incertum, rematado nos cunhais por cantaria esquadriada, com vestígios de almofadas salientes; tem cerca de 25 m de comprimento, para 15 m de largura e 3,5 m de altura. Colunas coríntias de fustes profundamente canelados, constituídos por 7 tambores de altura irregular, perfazendo cerca de 6,2 m, para cerca 1,2 m; assentam em bases circulares de mármore branco de Estremoz, directamente sobre a moldura superior e são rematadas por capitéis lavrados, também em mármore, com três ordens de acanto e ábacos ornamentados de florões, malmequeres, girassóis, rosas. Os restos do entablamento são em cantaria de granito. |
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