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Aquæ Flaviæ (Chaves)

Aquæ Flaviæ é a designação romana da actual cidade de Chaves.

No cruzamento do rio Tâmega com a via XVII, que ligava Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga), desenvolveu-se um núcleo urbano que no reinado de Vespasiano foi elevado à categoria de município. A sua localização estratégica, a fertilidade da sua veiga, a riqueza aurífera e as águas termais propiciaram esta promoção.

Da fama das suas águas e da iniciativa de Vespassiano, primeiro imperador da dinastia flávia, veio o nome Aquæ Flaviæ. Na intersecção do cardo com o decumanus, na zona actualmente ocupada pela igreja Matriz, localizava-se o forum, a praça pública da cidade.

Daqui procedem os principais vestígios arquitectónicos, epigráficos e arqueológicos que denunciam a monumentalidade do centro cívico.

Era uma cidade importante na província romana da Galécia. Constituia um posto importante e estratégico, já que convergiam três das vias romanas mais importantes:

Havia muita circulação entre Bracara Augusta e Asturica uma vez que a região possuia recursos naturais que eram exportados para Roma.

Aquæ Flaviæ tinha numerosos legionários do exército romano destacados na região. Possuía também as famosas termas romanas, que se acredita terem durado até ao século XVI.

Ponte de Trajano

A ponte de Trajano sobre o rio Tâmega é um monumento romano que persiste. Foi construída no final do século I e início do século II d.C. A ponte romana possui um tabuleiro, com 140 m de comprimento e apoiada em 12 arcos de volta redonda visíveis, e em quatro soterrados pelo casario e aluviões.

A ponte tem no meio duas colunas cilíndricas epigráficas que testemunham ter sido edificada no reinado do imperador Trajano a expensas dos Flavienses. E, é até hoje, o principal símbolo da cidade de Chaves.

O forum da cidade estaria implantado na zona hoje correspondente ao largo principal. A actual Rua Direita poderia corresponder, por outro lado ao decumanus.

A Ponte Romana — também conhecida por Ponte de Trajano — foi construída entre o fim do século I e o início do século II d. C. Este foi, talvez, o melhor contributo que os romanos deixaram à antiga Aquae Flaviae.

CALÇADA ROMANA DE SÃO LOURENÇO

Na encosta ocidental da serra do Brunheiro existem restos do que se julga que foi uma das variantes da chamada VIA ROMANA de Chaves a Astorga. Seguindo pela EN 213 que liga Chaves a Valpaços, antes de chegar a São Lourenço, próximo do miradouro sobre o vale de Chaves, um pouco abaixo da encosta, lá estão os vestígios do que foi aquela via romana que aqui tinha uma das vertentes mais difíceis. Subsistem vários troços de calçada.

PONTE ROMANA DO ARQUINHO DE SÃO LOURENÇO

Depois da povoação de São Lourenço, continuando pela E.N. 213, há uma que atravessa a ribeira de São Lourenço. É uma ponte pequena, de um só arco, à medida do curso de água, com cerca de 8m de comprimento e 4 de largura.

BARRAGEM ROMANA DA ABOBELEIRA

Localizada em Abobeleira, freguesia de Valdanta. São visíveis as ruínas dos muros de um grande reservatório de água. É uma construção muito invulgar. Originariamente os muros da barragem teriam na base 5 metros de largura, atingindo cerca de 20 metros de altura.

A albufeira definida por esta barragem era muito grande, podendo ter-se estendido até à povoação de Sanjurge e a Outeiro Machado. Julga-se que este reservatório serviu para abastecer de água potável a cidade romana de Aquæ Flaviæ. Há quem defenda também que esta barragem serviu para fornecer água para lavagens nas minas romanas que teriam existido em Outeiro Machado.

Villa ROMANA DA GRANJINHA Localizada junto da capela da Granginha, aldeia a um par de quilómetros de Chaves, na direcção poente. No sítio onde existiu a villa há agora uma habitação, em cujas fundações foram descobertos restos da instalação agrícola romana.Também aqui foi encontrada uma ara dedicada à deusa protectora do município dos aquiflavienses, que está presentemente exposta no Museu da Região Flaviense.

Museu de Chaves

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