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Cetóbriga (Setúbal)

Setúbal foi fundada pelos Fenicios, cerca de 1000 a.C. Foi dedicada ao deus Baal, a mais importante divindade deste povo. Assim como as vizinhas e também fenícias Lisboa e Alcácer do Sal, fornecia sal, peixe salgado, cavalos para exportação e alimentos para os barcos que comerciavam estanho com a Cornualha.

Carlos Tavares da Silva (arqueólogo): «Durante a época romana, entre os séculos I e V d.C., Cetóbriga irá ocupar, por um lado, a colina da primitiva povoação e, por outro, a restinga. Na colina, assentará o núcleo residencial e comercial. No cordão arenoso, serão construídas fábricas de produção de preparados piscícolas, em tudo semelhantes às de Tróia.
Cetóbriga integraria, assim, o centro urbano-industrial da margem direita, Tróia e um rosário de pequenos estabelecimentos fabris, como os da Comenda e do Creiro, e ainda outros núcleos de povoamento, especializados na salicultura, fabrico de ânforas, construção naval, configurando desta forma o mais importante complexo industrial de produção de salgas do mundo romano ocidental.»

Cetóbriga foi a designação dada por alguns arqueólogos portugueses à cidade descrita no Itinerario de Antonino. Têm sido levantadas as mais variadas hipóteses sobre a sua localização — sem qualquer conclusão.

Cetóbriga, segundo se deduz do texto de Ptolomeu e do Itinerário, ficaria no Ocidente da Península Ibérica, ao sul do Tejo e ao Norte de Alcácer do Sal. A terminação briga revela a sua origem céltica, sendo portanto da idade dos metais e indica que devia tratar-se dum local fortificado e situado numa altura.

Não foi possível encontrar-se até hoje as ruínas de uma povoação entre Lisboa e Alcácer do Sal com estas características. Quem tentou localizá-la em Chibanes não o conseguiu, pois à povoação faltavam certos pontos fundamentais.

Conclusão: talvez a verdadeira Cetóbriga não seja em nenhum destes locais.

Alarcão, Jorge, Portugal romano, Lisboa, 1974

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=8646

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