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Cerro da Vila (Vilamoura)

Cerro da Vila

As ruínas de uma casa nobre, de balneários públicos, de tanques de salga de peixe, de uma torre funerária e de uma zona portuária são o testemunho vivo da importância da presença dos romanos na região. A Estação Arqueológica do Cerro da Vila dá-nos um valioso contributo para a compreensão da presença dos romanos no Algarve.

Na época romana a linha de costa do Cerro da Vila era muito diferente do que é hoje. Um extenso braço de mar entrava pela terra dentro criando uma enseada e um porto natural onde os barcos se abrigavam. Para além desse porto estendia-se um grande vale de terra férteis que os habitantes da povoação romana cultivavam. As actividades agrícolas e da pastorícia, em conjunto com as actividades industriais e comerciais constituíam a base económica destas povoações.

O mar desempenhava aqui um grande papel não apenas como meio de comunicação essencial ao desenvolvimento comercial, mas também como fonte de recursos marinhos que permitiam obter o peixe para a produção do garum e o murex para actividades de tinturaria de que existem vestígios.

Estas ruínas romanas foram interpretadas com sendo as de uma villa romana. Hoje sabe-se que se trata de uma povoação de ordem secindária. Pertencente ao território de veja páginaOssónoba, a primitiva ocupação da villa remonta à primeira metade do século I d.C.

A sua localização indica o aproveitamento dos recursos marítimos e o tráfico de mercadorias, atestado pela existência de um porto.

No século II e, particularmente, a partir do século III, a área residencial adquiriu uma expressiva dimensão. A água era um elemento sempre presente, jorrando das bicas e das estátuas para o lago do jardim, espaço central em torno do qual toda a casa se desenvolvia: uma grande sala de recepção e de refeições de Verão, os quartos , a cozinha, as áreas de serviços, que incluíam um cryptoporticum.

Cerro da Vila (José António Cavaco)
Cerro da Vila (ilustração de José António Cavaco)

As paredes eram revestidas com estuques pintados a fresco, com cores garridas e motivos florais e geométricos. O pavimento era decorado com mosaicos multicolores. As esculturas de deuses e homens decoravam os espaços interiores, harmonizando um conjunto fantástico de cor e recorte de pedra.

Pouco sabemos sobre a economia produtiva local, mas várias oficinas com tanques indiciam o fabrico de preparados de peixe ou, mais provavelmente, a tinturaria de tecidos a partir da púrpura.

O achado de grandes quantidades de elementos importados, ânforas, lucernas, loiças e vidros, demonstra a integração do Cerro da Vila na rede comercial do Império romano.

Os senhores do Cerro da Vila fizeram-se sepultar em mausoléus com columbarium, uma cripta com pequenos nichos laterais para a colocação das urnas contendo cinzas. Em época mais tardia, foi crescendo um vasto cemitério com sepulturas de inumação, só parcialmente descoberto.

Um conjunto de silos da época islâmica, abertos no interior das casas romanas, denuncia a continuidade de ocupação dos edifícios.

Museu

Foi construído um museu de sítio onde está patente uma exposição monográfica. Foi ainda editado um Guia desdobrável de apoio à exposição. Prevê-se também a execução de sondagens na área portuária e o estudo dos mosaicos e da arquitectura da villa.

Visita

Vilamoura, Algarve. As ruínas romanas do Cerro da Vila situam-se no distrito de Faro, no concelho de Loulé e mais precisamente na Freguesia de Quarteira.

Museu Tel +351 289 312 153 Fax +351 289 302 783

Percurso de visita sinalizado / Estacionamento

Horário Verão (Maio a Outubro) Manhã: 10.00h - 13.00h Tarde: 16.00h - 21.00h Inverno (Novembro a Abril) Manhã: 09.30h - 12.30h Tarde: 14.00h - 18.00h

Entrada Paga / Condições especiais para jovens e 3.ª idade

Acessos

Integra-se no complexo turístico de Vilamoura.

Glossário

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