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Revolução Neolítica

Conceito pela primeira vez propagado por Gordon Vere Childe

A agricultura e a domesticação dos animais proporcionaram as principais condições para esta alteração, que fomentou ainda a produção de instrumentos mais sofisticados em pedra, o desenvolvimento da tecelagem e o aparecimento da cerâmica e da olaria.

O principal foco de difusão do Neolítico foi o Médio Oriente, nomeadamente as regiões da Palestina, Síria e norte da Mesopotâmia, onde se iniciou o cultivo de cereais e a domesticação de cabras, ovelhas, bovinos e suínos.

Em 4.000 a.C., a Revolução Neolítica chegou à Península Ibérica e grande parte da Europa.

No período da cultura megalítica, as primitivas comunidades caçadoras e recolectoras evoluiram para sociedades agro-pastoris, onde, consequentemente, a terra passou a deter uma importância vital e preponderante para a subsistência e economia dos povos.

As antas

Dolménes decorados - a arte mural megalítica.

Os menires

Chama-se Revolução Neolítica a expressão cunhada pelo arqueólogo inglês Gordon Childe (1892/1957) para designar a fase da evolução cultural em que se deu a passagem do Homem "de parasita a sócio activo da Natureza".

Foi uma transformação que levou o o Homem a se fixar definitivamente em um local e o adaptar às suas necessidades, tendo por base uma economia produtora. O processo de transformação da relação do Homem com os animais e plantas proporcionou um maior controle das fontes de alimentação.

A primeira atividade agrícola ocorreu pela primeira vez entre 9000 e 7000 a.C. em certos lugares privilegiados da Sírio-Palestina, do sul da Anatólia e do norte da Mesopotâmia. Aconteceu também na Índia (há 8 mil anos), na China (7 mil), na Europa (6.500), na África Tropical (5 mil) e nas Américas (México e Peru) (4.500).

Em 4.000 a.C., a revolução neolítica já tinha atingido a Península Ibérica e grande parte da Europa. Os produtos cultivados variavam de região para região, mas geralmente consistiam em cereais (trigo e cevada), o milho, raízes (batata-doce e mandioca) e o arroz, principalmente. O Homem foi aprendendo então a selecionar as melhores plantas para a semeadura e a promover o enxerto de variedades. Além dos conhecimentos práticos referentes a tipos de solo, plantas adequadas e épocas de cultivo, foram desenvolvidas invenções importantíssimas e práticas como a cerâmica, a foice, o arado, a roda, o barco a vela, a tecelagem e a cerveja.

Domesticação dos animais

Para além da agricultura, a criação de animais foi outro passo muito importante para a alteração do modo de vida do Homem, pois deu a ele não só a possibilidade de não ter de se deslocar para obter a carne e as peles necessárias à sua alimentação e conforto, mas também o leite e, com a domesticação do boi, uma força para tracção.

A domesticação deve ter surgido espontaneamente em vários locais, resultado da evolução natural de aproximação e observação dos animais no decurso das caçadas. O primeiro animal domesticado foi o cão, seguindo-se animais para a alimentação, como a cabra, o carneiro, o boi e o cavalo.

Revolução urbana

Por volta de 6.000 a.C., alguns grupos humanos descobriram a técnica de produção de cerâmica pelo aquecimento da argila. Na mesma época aprenderam a converter fibras naturais em fios e estes em tecidos. Aos poucos começaram a trabalhar com metais para produzir instrumentos. Os indivíduos que trabalhavam com cerâmica, metais e tecelagem tornaram-se artesãos. Eram os primeiros sinais de mais uma divisão social do trabalho (antes apenas entre homens e mulheres). A diversidade na produção, a especialização do trabalho e as novas funções na sociedade contribuíram para que algumas comunidades de agricultores se transformassem em vilas e cidades, constituindo o que alguns historiadores chamaram de Revolução Urbana.

Comércio

O aumento da produção criou excedentes e permitiu as trocas de produtos, que dão origem ao comércio. Privativamente a atividade do comércio se faz de comunidade para comunidade em meio de seus chefes. Pouco a pouco, porém, forma-se um grupo de indivíduos especializados em vender e comprar mercadorias. O comércio, por sua vez, aproxima vendedores e compradores, favorecendo o desenvolvimento das cidades.

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