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Dolménes decorados - arte mural

A arte mural megalítica está bem representada nos monumentos, em regra de grandes dimensões, geralmente com corredor, da Beira Alta, contudo não lhe é própria.

Encontra-se testemunhada em todo o noroeste peninsular (42 estações), no oeste da França (39 estações) tal como no Bassin Parisien (8 estações), na Irlanda (39 estações) e na Grã-Bretanha (6 estações).

Na Beira Alta, ela tem a particularidade única no mundo de se exprimir, entre outras formas, pela pintura (Joussaume, 1985). Joussaume põe, no entanto, a hipótese de ter sido utilizada em outras regiões, onde as condições de conservação não fossem tão favoráveis (Joussaume, 1985) .

Exprime-se portanto mais frequentemente através da pintura resumindo-se a alguns motivos como, por exemplo, em Fontão e Tanque ou cobrindo alguns ou todos os esteios, como nos dólmenes de Sobreda (c. Oliveira do Hospital), Cortiçô (c. Fornos de Algodres), Juncais (c. Vila Nova de Paiva), Forles (c. Satão), Fojinho (c. V. N. Paiva), Mamaltar de Vale de Fachas (c. Viseu), ou ainda cobrindo toda a superficie como é o caso de Antelas (c. Oliveira de Frades) e Pedralta (c.Viseu).

Também existem gravuras como é o caso nos dólmenes de Chão Redondo II (c. Sever de Vouga), Carapito I (c. Aguiar da Beira), Anta de Repilau (c. Viseu) e da Anta da Matança (c. Fornos de Algodres) (Jorge, 1990).

Esta arte megalítica beirã é uma arte abstracta que combina motivos esquemáticos, seminaturalistas e simbólicos, constituindo para E. S. Twohig o grupo 1 ou grupo de Viseu, e que são os seguintes: figuras humanas, representação da pele esticada dum animal, fiadas de triângulos ou de "V", motivos em dente de serra e serpentiformes horizontais (Twohig, 1981). Certos elementos são comuns a outras regiões da Europa. É o caso dos serpentiformes, dos sóis, das figuras em "U", dos círculos concêntricos e das "fossettes", que se explicariam por contactos inter-regionais (Joussaume, 1985).

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