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A Cerâmica surge no Neolítico

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Recipiente de cerâmica neolítico. Proveniência: Gavà

Na Península Ibérica, a implantação de menires e cromeleques, depois também as grandes construções em pedra – os dólmens – assinalam de modo bem visível o «nosso» período neolítico. Menos visível, pois muito mais escondido e fragmentado, mas não menos «emblemático» é um novo material que aparece nesta fase: o barro cozido, e as peças cerâmicas com ele realizadas.

A cerâmica cardial, marco da neolitização

Nas costas do Mediterrâneo ocidental, por volta do 6.º milénio a.n.E., surgiu a cerâmica cardial. Recebeu este nome por estar decorada com impressões do borde dentado de conchas Cardium.

Mas dado que os riscos cardiais não são o único motivo decorativo nesta cerâmica, muitos arqueólogos preferem falar da «cerâmica impressa», da qual existiram inúmeras variantes regionais.

A cerâmica cardial é, em termos arqueológicos, algo bem significante, pois marca o começo de comunidades neolíticas, assinala a alvorada da civilização.

Esta cerâmica é o elemento distintivo das primeiras faces do Neolítico na bacia mediterrânea, durante os 6.º e 5.º milénios a.n.E., abarcando zonas litorais desde os Balcãs até às costas do Levante espanhol, chegando a alcançar as costas atlânticas, por exemplo a zona litoral do Algarve.

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