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Museu de Beja

A Arqueologia ocupa um lugar de destaque no acervo do museu e compreende espécimes que constituem vestígios da pré e proto-história alentejana

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Escrita do Sudoeste, Estela da Abóbada, Idade do Ferro, Almodôvar.

Machados de pedra polida, lápides funerárias epigrafadas da Idade do Bronze e do Ferro, cerâmica, pontas de seta, etc.; do período romano avultam uma importante secção lapidar, capitéis clássicos, cabeças de touro, numismática, cerâmica comum e terra sigillata, do período paleo-cristão fazem parte um conjunto significativo de peças, pilastras, impostas, ábacos e outros elementos arquitectónicos que se encontram em exposição no Núcleo Visigótico do Museu, na Igreja de Santo Amaro; do período árabe existem testemunhos que, embora escassos, atestam a sua presença na região nomeadamente através da cerâmica(talhas, candis, pratos, tigelas, vasos), moedas, moldes, dedais, lápides ou tábuas com escrita árabe; do período medieval salientam-se fragmentos de edifícios religiosos e civis da cidade de Beja.

Núcleo Visigótico do Museu na Igreja de Santo Amaro

O projecto museográfico deste núcleo teve como objectivos recuperar o espaço interior da Igreja de Santo Amaro, um dos mais significativos de Beja do ponto de vista histórico-arquitectónico, e expor a colecção visigótica do Museu de forma sistematizada, estabelecendo uma integração entre o conjunto das peças e o espaço vestigial da antiga basílica paleo-cristã.

A Igreja de Santo Amaro assenta sobre uma necrópole romana, paleo-cristã e medieval que se estenderia, fora das portas da cidade, ao longo da via para o Norte.

O primeiro orago teria sido Santiago, antes do século XVI. A capela é conhecida por Senhora da Graça durante o século XVII e por Santo Amaro nos tempos mais recentes. Teria havido neste mesmo local uma ou mais edificações anteriores; porém, o que hoje nos resta em volumetria arquitectónica é uma igreja praticamente construída de raiz em finais do século XV – princípios do XVI.

Em meados do século XVI são construídas as duas capelas ainda hoje adossadas à colateral sul e, em finais dessa centúria ou inícios da seguinte, é acrescida à colateral norte uma outra capela funerária.

As obras realizadas no século XVIII modificaram profundamente a fachada ocidental, dando-lhe o aspecto que hoje ostenta. São também nessa altura alterados os alçados da cabeceira. Como elementos arquitectónicos anteriores às obras quinhentistas temos a destacar, provavelmente, a pequena meia-calote no topo da ábside central e, principalmente, as colunas que suportam as duas fiadas de arcos formeiros.

Os capitéis e os ábacos, tradicionalmente considerados de época visigótica – e a cuja tradição pertencem indubitavelmente – não serão anteriores ao século IX.

Telefone: 284_323_351

Fax: 284_322_702

geral@museuregionaldebeja.net

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