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Citânia de BriteirosO sítio arqueológico em território português que tem sido objecto de prospecção sistemática há mais tempo.
A Citânia de Briteiros, descoberta há 130 anos pelo
arqueólogo A citânia de Briteiros é um sítio arqueológico da Idade do Ferro, situado no alto do monte de São Romão, na freguesia de São Salvador de Briteiros, concelho de Guimarães (a cerca de 15 km de distância, a Noroeste desta cidade). É uma citânia com as características gerais da cultura dos castros do noroeste da Península Ibérica. As ruínas consistem nos restos de uma povoação, com traços culturais celtas, murada. Existem três linhas de muralhas, com dois metros de largura, em média, e cinco metros de altura. A citânia situa-se num alto, por razões defensivas, tal como acontece com os castros. A influência da romanização naquele povoado, no século I a.C., é evidenciada em numerosos vestígios, tais como inscrições latinas, moedas da República, do Império, fragmentos de cerâmica importada (terra de sigillata), vidros, etc. Revela-se nesta cultura traços da influência indígena no dispositivo topográfico da povoação, no traçado das muralhas, na planta circular das casas, no processo da sua construção e na decoração com motivos geométricos. O segundo balneário de BriteirosEm trabalhos recentes, procedeu-se à limpeza de uma estrutura considerada por muitos investigadores como um balneário, semelhante ao monumento bem conhecido, localizado algumas centenas de metros abaixo. Mário Cardozo chegou inclusivamente a localizar, naquela outra estrutura de banhos (por ele tida como monumento funerário), a implantação original da Pedra Formosa, que actualmente se guarda no Museu da Cultura Castreja, em Briteiros. Tendo em conta a particularidade das estruturas de banhos para o estudo das características culturais da Idade do Ferro, e tendo em conta a possibilidade de estarmos perante a localização original da paradigmática Pedra Formosa, o registo deste monumento reveste-se de grande importância, na investigação arqueológica da Citânia, mau grado a sua parcial destruição, em 1932, com a construção da Estrada Nacional 306. Depois de efectuada a limpeza e o registo arqueológico integral do monumento, pretende-se, como medida provisória de conservação, cobrir toda a estrutura, até que futuras soluções de musealização se afigurem adequadas ao espaço. Entretanto, a Sociedade Martins Sarmento convida os investigadores da área, os estudantes e todos os interessados, a visitar o monumento, dispondo de acompanhamento adequado. Para visitar o local, deverá enviar uma mensagem para citania.de.briteiros@csarmento.uminho.pt. Na apresentação que foi preparada para o XV Congresso da UISPP, descreve sumariamente a história da descoberta da Citânia de Briteiros, desde que Francisco Martins Sarmento iniciou a sua escavação, em 1875, até à última campanha, realizada e no Verão de 2006, para além de mostrar os projectos em curso e em lançamento naquela estação arqueológica. Rota da Citânia (percurso pedestre)Foi aberta aos caminhantes a "Rota da Citânia", um percurso pedestre circular de quase 10 quilómetros traçado à volta da Citânia de Briteiros, num espaço de grande beleza paisagística e riqueza patrimonial. Define-se como um percurso pedestre de pequena rota, por caminhos rurais, com dois sentidos. A Zona de Turismo de Guimarães é a entidade promotora deste projecto, que contou com a colaboração da Sociedade Martins Sarmento. Temas relacionadosSituado a curta distância: Castro de Sabroso. |
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