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Zambujal, um projecto internacional (2)Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 As investigações decorrentes na Fortaleza do Zambujal são, desde o início, o projecto arqueológico em solo português de mais pronunciado carácter internacional e multidisciplinar, com múltiplas metas científicas.É um facto reconhecido por vários cientistas portugueses que a Fortaleza do Zambujal viu a muitos como plataforma de formação profissional, podendo aí os jovens arqueólogos portugueses compensar o nítido atraso que travava a Arqueologia em Portugal nessa época. Em 1932, Leonel de Freitas Sampaio Trindade localizou um forte, que foi classificado como Monumento Nacional em 1946. Só de 1959 a 1961 é que se realizaram-se as primeiras prospecções, dirigidas por Aurélio R. Belo e Leonel Trindade. No início dos anos 60, Leonel Trindade, querendo evitar o desastre arqueológico que se dera em Vila Nova de São Pedro, convidou os alemães Edward Sangmeister, (Instituto de Pré-História da Universidade de Freiburgo) e Hermanfrid Schubart, (DAI, Instituto Arqueológico Alemão de Madrid), a dirigirem as escavações. De 1964 a 1973, fizeram-se várias campanhas, produzindo vasta documentação. Descobrem-se as muralhas, torres, pátios, passagens, edificados desde o início do 3. milénio até aos primeiros séculos do 2. milénio a.n.E. Em 1981 publicam-se sínteses na monografia Zambujal. Die Grabungen 1964 bis 1973. A primeira etapa foi concluída em 1974; em 1994 e 1995, realizaram- se escavações orientadas pelo DAI, dirigidas por Michael Kunst e Hans-Peter Uerpmann (Instituto de Arqueobiologia da Universidade de Tübingen). Os levantamentos topográficos foram da responsabilidade de Martin Höck, Universidade da Beira Interior, Covilhã. A partir de 1996, o projecto Zambujal toma a forma de uma parceria luso-alemã. Já desde 1992 foi dada prioridade à conservação das ruínas e à edificação de um Parque Museológico. Em 1999 foi elaborado pelo IPPAR e pela Câmara Municipal de Torres Vedras o projecto Castro do Zambujal. Programa Global de Intervenção, dirigido por Michael Kunst do DAI. A reconstrução do ambiente calcolítico abrange disciplinas como a Geografia, Mineralogia, Arqueobotânica, análise de pólens e Arqueozoologia. Este trabalho de grupo visa a atingir um melhor conhecimento das condições de vida na Estremadura há 5.000 anos. Desde 2001 sucederam cooperações com: DAI, Departamento da Eurásia: J. Görsdorf (datações C14); Universidade Frankfurt: H. Thiemeyer e R. Dambeck (estudos de solos), assim como A. J. Kalis e A. Schweizer (análise de pólens); TU Bergakademie Freiberg: E. Pernicka e M. Bartelheim ( arqueometalurgia); Universidade Sheffield: B. Ottaway (metalografia); Universidade Stuttgart-Hohenheim: H.-P. Stika (arqueobotânica); Universidade do Porto, (metalografia). |
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