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O povoado fortificado do ZambujalParte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 O «Castro do Zambujal» foi um dos maiores povoados do Calcolítico da Europa Ocidental, e situa-se a três quilómetros de Torres Vedras. A descoberta foi feita pelo arqueólogo Leonel Trindade.Esta fortificação está estrategicamente implantada num planalto, em cujo sopé corre a Ribeira de Pedrulhos, um afluente do rio Sizandro. Durante o 3º milénio a. c., este rio era navegável e uma bacia marítima chegava até à confluência com a Ribeira de Pedrulhos, constituindo um porto marítimo. O Castro do Zambujal foi um dos maiores povoados do calcolitico da Europa Ocidental, e situa-se a três quilómetros de Torres Vedras, sendo a sua descoberta feita pelo arqueólogo torriense Leonel Trindade, onde o Instituto Arqueológico Alemão vem realizando investigações regulares, desde 1964. O Instituto Arqueológico Alemão (DAI) vem realizando investigações regulares, desde 1964. Um projecto internacional A equipa, que está a ser orientada por arqueólogos de renome internacional do Instituto Arqueólogo Alemão, encontra-se actualmente a fazer escavações na quarta linha da muralha para colocar a descoberto a área visitável ao mesmo tempo que vão fazendo trabalhos de datação de sedimentos de vegetais e cereais com carbono para perceberem que tipo de alimentação era usado por aqueles povos. Estamos a fazer escavações muito difíceis e há que distinguir muito bem todos os achados, afirmou Michael Kunst, do Instituto Arqueológico Alemão e responsável pelas escavações desde 1994. Considerando que o núcleo do povoado está conservado até quatro metros, este responsável admite haver ainda muitos achados por fazer fora da área. Descoberto nos anos 30 pelo torriense Leonel Trindade, Zambujal é considerado um dos principais povoados fortificados ao nível da Península Ibérica, habitado entre 2.500 aC e 1.700 a.C. Vários arqueólogos alemães têm passado pelo local não só orientando trabalhos no terreno como depois publicando obras científicas. É o caso de Sangmeister e de Schubart, dois reputados arqueólogos alemães que há 40 anos estiveram juntamente com Leonel Trindade a fazer escavações no Castro de Zambujal. Estes trabalhos são muito importantes, porque depois da nossa saída em que chegámos a ter equipas de 60 se chegou à quarta linha, afirmou aos jornalistas Schubart, do Instituto Arqueológico Alemão, e que tem estado a acompanhar as actuais escavações. Esta equipa vai comprovar com novos métodos e análises, os resultados dos trabalhos chegando a muito mais detalhes que sabíamos na altura. E hoje estamos tão interessados em saber como antes, pois este não é o local para se encontrar tesouros, mas sim investigar a vida quotidiana de gente, animais que criavam, que madeiras estavam utilizando e cereais. O estudo científico, que está a ser efectuado por sua vez num estaleiro da autarquia por um biólogo recorrendo a tecnologia própria, permite possibilitar a datação do carbono 14 conduzindo assim à identificação do tipo de agricultura então utilizada por aqueles povos. Os arqueólogos consideram não só intermináveis os trabalhos no Castro de Zambujal como estão convictos de que o povoado possui uma área mais vasta. O Castro do Zambujal, povoado pré-histórico com cerca de cinco mil anos, tem condições para ser classificado Património da Humanidade, defende o arqueólogo Michael Kunst, especialista em pré-história do Instituto Arqueológico Alemão, sediado em Madrid. Segundo Michael Kunst, que há 30 anos desenvolve investigações no Castro do Zambujal, esta fortificação tem a vantagem de ter conservada uma zona ainda com quatro metros de altura. Isto é único na Peninsula Ibérica em locais desta qualidade arqueológica, sublinhou. Há locais maiores em Espanha, mas não são tão bem preservados, explicou. Produção de cerâmica indica cultura avançada na épocaNo Castro do Zambujal, situado junto à Ribeira de Pedrulhos, a escassos quilómetros da cidade de Torres Vedras, foi desenvolvido um tipo de cerâmica brunida campaniforme que poderá ter sido exportada para a Europa no seu tempo. De facto, um estudo desenvolvido por uma arqueóloga francesa sobre cerâmica brunida campaniforme no oeste da Europa revela que é em Portugal onde se encontra mais cerâmica campaniforme, e que é a extremadura portuguesa que mais cerâmica produzia na época. Cerâmica campaniforme encontrada no oeste de França revelou possuir um tipo de areia vulcânica existente na região de Lisboa. Nós podemos provar, no estratificado do Zambujal, que os copos canelados diminuem enquanto outras cerâmicas, como a folha de acácia, persistem no tempo do canelado e do campaniforme, garantiu Michael Kunst. Tal indicia que há uma continuidade e que a mudança, de um estilo para o outro, é mesmo uma mudança decorativa e não introduzida por outro povo sublinhou. Entdeckung des kupferzeilichen Platzes 1932 durch Leonel de Freitas Sampaio Trindade; 1946 Erklärung zum «Monumento Nacional». 1959 bis 1961 Ausgrabungen unter Leitung von Aurélio R. Belo und L. Trindade. Auf Einladung der Portugiesen 1964 bis 1973 Ausgrabungen des Deutschen Archäologischen Instituts, Abteilung Madrid in Zusammenarbeit mit dem Institut für Ur- und Frühgeschichte der Universität Freiburg i. Breisgau unter Leitung von Edward Sangmeister und Hermanfrid Schubart (Abb.: 1., 2. und 3. Linie der Befestigung). 1994 und 1995 Ausgrabungen des Deutschen Archäologischen Instituts, Abteilung Madrid unter Leitung von Michael Kunst und Hans-Peter Uerpmann (Institut für Archäobiologie der Universität Tübingen) (Abb.: Ausgrabung im Bereich des Bauernhauses von Zambujal). Seit 1996 portugiesisch-deutsches Projekt mit den o.g. Zielen. BibliografiaKUNST, Michael, coord., Origens, Estruturas e Relações das Culturas Calcolíticas da Península Ibérica. Actas das I Jornadas Arqueológicas de Torres Vedras (3-5 Abril 1987), Trabalhos de Arqueologia 7, Lisboa, IPAAR, 1995, pp. 17-53. Muralhas e derrubes: observaçôes sobre a fortificaçâo calcolítica do Zambujal (Torres Vedras) e suas consequências para a interpretaçâo estratigráfica: um resumo Autores: Michael Kunst Localización: Recintos murados da pré-história recente : técnicas construtivas e organizaçao do espaço : conservaçao, restauro e valorizaçao patrimonial de arquitecturas pré-históricas / coord. por Susana Oliveira Jorge, 2004, ISBN 972-9350-82-5 , pags. 169-175 Zambujal. Glockenbecher und kerbblattverzierte Keramik aus den Grabungen 1964 bis 1973. Michael Kunst. Madrider Beiträge, Band 5.2. Hrsg.: Deutsches Archäologisches Institut Madrid. Zabern, 1987. X, 367 Seiten, 129 Abbildungen. Leinen gebunden Zylindrische Gefässe, Kerbblattverzierung und Glockenbecher in Zambujal (Portugal): ein Beitrag zur Kupferzeitlichen Keramikchronologie. Kunst, Michael Madrider Mitteilungen (Revue ) 1995 : P. 136-149 : ill. Bell beaker sherds in Zambujal. Kunst, Michael. 1987 : P. 591-601 Prähistorische Kupfermetallurgie in Zambujal: Von der Erzlagerstätte zum Fertigprodukt Die kupferzeitliche Siedlung von Zambujal liegt in einer der besterforschten Siedlungskammern der Iberischen Halbinsel. In diesem komplexen Wirtschaftsraum hatte die Kupfermetallugie, den vielen Metallfunden und Verarbeitungsresten nach zu schließen, eine hohe Bedeutung. Der Kenntnisstand zur metallurgischen Produktionskette von der Herkunft der Erze, über die Metallgewinnungs- und Verarbeitungstechniken, die Organisation der Produktion bis hin zur Distribution der Fertigwaren ist jedoch dort, wie auf der gesamten Iberischen Halbinsel, bislang lückenhaft. In diesem Projekt sollen potentielle Erzlagerstätten in Mittel- und Südportugal unter montanarchäologischen Gesichtspunkten prospektiert und durch mineralogische, geochemische sowie isotopengeochemische Methoden charakterisiert werden. Über den Vergleich der Bleiisotopencharakteristik der für die Kupfergewinnung in Frage kommenden Erze mit derjenigen der prähistorischen Kupferobjekte im Raum Zambujal wird versucht die Herkunft des Rohmaterials zu ermitteln. Ergänzend werden Vergleiche derjenigen Spurenelementgehalte und -verhältnisse in Artefakten und Erzen vorgenommen, die durch den Verarbeitungsprozeß kaum oder gar nicht verändert werden. Spurenelementanalysen und metallographische Untersuchungen an Artefakten sollen eine Rekonstruktion der Metallgewinnungs- und Verarbeitungstechniken ermöglichen. Am Schluß stehen die Fragen nach dem Distributionssystem der Fertigwaren und nach Umfang sowie Art der in Zambujal betriebenen Kupferverarbeitung. |
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