|
|
| arqueo.org o Portal da Arqueologia Ibérica, sem obscurantismo e religiosidade | |
|
|
Incompetência, desleixo e vandalismo: o drama arqueológico de Los Millares1 - 2 - 3 - 4Já em vida de Louis Siret, alguns lotes da sua colecção pré-histórica saíram de Las Herrerías para exibição em diversas exposições. Algumas peças foram enviadas à Bélgica; umas estão no Musée du Cinquantenaire de Bruxelas, a outras perdeu-se completamente a pista.Só depois de 100 anos, a extraordinária Collection Siret de Bruxelas viu outra vez a luz do dia; foi mostrada na Europalia Espagne, em 1985. Em prelúdio à abertura de um Espace Siret no Cinquantenaire, prevista para 2010, os Musées Royaux dArt et Histoire e o Musée du Malgré-Tout associaram-se para apresentar uma selecção da Colecção Siret em Treignes, durante 2003. Onde estão os outros elementos do espólio? No prestigioso Ashmolean Museum de Oxford existem objectos comprados pelo seu director a Louis Siret no ano 1897, provenientes, entre vários sítios almerienses, de Los Millares. O Museo Arqueologico Nacional em Madrid recolheu tanto os materiais cedidos por Siret para a Exposición Internacional de Barcelona em 1929, como o resto dos materiais na sua casa de Las Herrerías e que foram doados ao Estado espanhol. Da destruição das ruínas ao Congresso de AlmeríaLogo a partir de 1892, ano em que Pedro Flores terminou as suas escavações, começou a destruição progressiva das ruínas postas a descoberto. Ou por vandalismo dos caçadores de tesouros, ou por motivo da construção da estrada de Almería a Linares; pois para essa obra foram usadas grandes quantidades de pedras das sepulturas; portanto vandalismo por empreiteiros do Estado. A revalorização só começaria em 1949, por ocasião da visita feita a este sítio pelos participantes do Congreso de Arqueología del Sudeste celebrado en Almería. O deplorável estado do sítio foi motivo de grande consternação para os investigadores visitantes. Nova fase depois de 1950Em 1952, a Dirección General de Bellas Artes cede a uma petição de um grupo de investigadores no sentido de pôr fim ao trágico abandono de Los Millares. A partir de 1953 reinicião-se as obras, nas quais colaborarão alguns arqueólogos estrangeiros, como Edward Sangmeister, Beatrice Blanc e Celia Toop. Os professores Martín Almagro e Antonio Arribas ficam encarregados dos trabalhos de recuperação, integrados no âmbito do Plan Nacional de Excavaciones Arqueológicas até 1957. São então realizadas quatro campanhas, que logram
Em 1978 recomeçam as escavações, agora a cargo do Departamento de Pré-História da Universidade de Granada, dirigido por Antonio Arribas e Fernando Molina. Esta equipa centra-se no estudo dos sistemas de fortificação para completar a escavação iniciada nas campanhas anteriores na muralha exterior e iniciá-la no espaço intermédio, que resultou por descobrir-se um novo lanço de muralha. Dez tumbas já escavadas em 1953 foram documentadas, e também foram escavadas três sepulturas documentadas por Siret, que não tinham sido analizadas nas campanhas anteriores. |
|
|
|
|
|