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António Inácio Marques da Costa

Um "setubalense adoptivo", nascido em 1857, em Leiria. O primeiro arqueólogo de Setúbal, numa altura em que arqueologia e geologia eram duas ciências intimamente ligadas.

Exemplo disso é o facto de o arqueólogo ter sido o primeiro investigador do geo-monumento setubalense Pedra Furada. "A sua perspectiva arqueológica era muito moderna para a época" contou a também arqueóloga, que acrescentou o facto de Marques da Costa ter acabado "com a ideia de que a arqueologia é recolher caquinhos".

Marques da Costa, trazido até Setúbal pelo serviço militar e que chegou a ser presidente da Câmara Municipal e tenente-coronel do Exército, "procurou escavar os sítios de maior relevância para encontrar o fio condutor da região".

Dos vestígios romanos, o arqueólogo "escavou, descobriu e investigou", afirmou a directora do MAEDS: "A Tróia que hoje conhecemos é a mesma que ele conheceu." Os resultados dos estudos de Tróia foram publicados entre 1923 e 1931, na revista "O Arqueólogo Português", tal como os da estação arqueológica de Chibanes e os hipogeus da Quinta do Anjo.

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