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Sebastião Philippes Martins Estácio da Veiga (1828-1891)

«Parteiro da Arqueologia portuguesa». Protagonista mais destacado da chamada Idade de Ouro da Arqueologia Portuguesa

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Estácio da Veiga. Foto: Arquivo Histórico de Portimão

Ao arqueólogo algarvio, nascido em 1828 em Tavira, devemos as Antiguidades Monumentaes do Algarve – a primeira documentação sistemática dos sítios arqueológicos do Sul. Hoje, esta magnífica obra continua a ser uma importante referência – e uma emocionante leitura.

Hoje, esta magnífica obra continua a ser uma importante referência – e uma emocionante leitura.

Até 2003 foram detectados na Necrópole de Alcalar um total de 29 túmulos; os primeiros e mais importantes forma descritos em 1880, passando depois a ocupar cinco gerações consecutivas de arqueólogos.

O padre António José Nunes da Glória da Mexilhoeira Grande foi o descobridor do monumento funerário que Estácio da Veiga descreveu com o Nr. 7. Mal o padre, "homem de pequena estatura, mas de grande vulto intelectual" tinha descoberto o túmulo, mandou chamar Estácio da Veiga.

Estácio da Veiga tinha já escavado por conta própria as ruínas romanas de Milreu, próximo de Faro, pensando ter detectado aí a antiga Ossonoba; só muito mais parte ficou provado Ossonoba estar situada sob o Faro dos dias de hoje.

Estácio da Veiga não só tinha forte paixão pela arqueologia e pelas antiguidades, como também defendeu princípios bem modernos e actuais; os museus deviam de ser descentralizados, para impedir a concentração destes na capital. Surge o Museu do Algarve, de sua iniciativa pessoal, projecto posteriormente gorado pelo governo central.

Em 1876, Estácio da Veiga foi destacado pelo Governo para no Algarve e no Baixo Guadiana iniciar recolhas de material e fazer investigações, na sequência das grandes cheias que tinham posto a descoberto inúmeros vestígios de ocupações humanas antigas.

Em Mértola descreveu uma pequena basílica paleocristã, que entretanto foi conservada e transformada em Museu pela equipa do Campo Arqueológico de Mértola.

Em 1880 e 1891, Estácio da Veiga alerta contra os perigos de uma excessiva centralização desta área da cultura, preconizando um programa de regionalização, com divisões coordenadoras da actividade arqueológica, com museus, bibliotecas e programas editoriais próprios, com a finalidade de estabelecer as respectivas Cartas Arqueológicas regionais e zelar pelos patrimónios locais.

Propõe introduzir o ensino da Arqueologia na Instrução Pública. Tais advertências e projectos, porém, não encontraram o merecido eco...

Sebastião Philippes Martins Estacio da Veiga. Memoria das Antiguidades de Mertola, observadas em 1877 e relatadas / * Erschienen: Lisboa, 1880 Umfang: 191 S., mit 1 Tafel. ; 8"

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